sábado, 15 de outubro de 2011

Da França às Minas do Butiá

 

 

Quentin e Florent são amigos nossos, franceses. Chegaram a Coimbra neste semestre. Conheci Quentin (tentem pronunciar “cãntãn” fazendo tonzinho francês) no primeiro dia de aulas, teríamos Literatura Brasileira 1 (se a professora tivesse ido), também fazemos Culturas Africanas juntos, e eu acabei mudando o caminho de casa pra ter sua companhia nas voltas. O Quentin tem um jeitinho de geek, com aqueles óculos de armação escura, uma carinha inocente, uma doçura. Está saindo com Rodrigo, um colega e vizinho baiano que é legal, mas não tão doce assim.

O Florent (não sei explicar como se pronuncia, é mesmo difícil falar: fleorãn?) já conheci pelo Dani, porque estão juntos, adoram-se e brigam quase todo santo fim de festa. Foi assim que acabei conversando mais com ele da primeira vez, quando o Dani surtou e foi pra casa. Tudo em inglês porque é meu idioma favorito de bêbada, e foi com ele que descobri que o melhor café do mundo é aquele que a gente toma depois da festa, quando amanhece. E foi o Florent que contou-me do tartiflette, prato francês que leva batatas e queijo e fica uma delícia (é claro que acrescentei coisas à receita quando a fiz, podem ver um pedacinho do meu tartiflette profano aqui).

Uma coisa engraçada sobre os alunos Erasmus (esse é o nome do programa de intercâmbio) que vêm aprender português são os errinhos fofos ou hilários que cometem todo o tempo. Pros franceses, é muito difícil pronunciar proparoxítonas (e paroxítonas quando a palavra só tem duas sílabas) porque o francês é uma língua de acento fixo, sendo este sempre na última sílaba. Dizem bebádo em vez de bêbado e dificíl em vez de difícil, o Florent contou ao Dani sobre uma vez em que se atrasou e lhe deu um paníco em vez de pânico, e o Quentin, jantando comigo esses dias numa cantina, disse-me calma e docemente que gosta muito de usar leite de cocô nas receitas. Eu deveria ter corrigido, mas fiquei sem graça – e com uma puta vontade de gargalhar, é claro. Também foi engraçado que quando terminamos ele perguntou: “está correto dizer que hoje comi com Aline?”. Acho que a preocupação era mesmo com a conotação sexual. O Quentin gosta de gerúndios, achou engraçadíssimo os nossos “vou estar fazendo” de atendente de telemarketing. Tem bem aquele sotaque que se espera de um francês, enquanto o do Florent é menos forte, mas mesmo que fale muito bem, não deixa de soltar pérolas como “neveu muito em França ano passado” ou “tenho que ir ao mercado comprar frutos e legumos.” O Dani e eu, bullyneiros, rachamos de rir por msn.

Saímos ontem Florent, Dani e eu, Quentin estava com Rodrigo. Havia um convívio das químicas – os convívios são ao ar livre, organizados por algum curso, e sempre têm bebida muito barata. Em alguns, as pessoas nem dançam, apenas ficam paradas em rodinhas tomando finos (cerveja), mas neste tinha um pessoal bem louco, talvez por esta ser uma das épocas de loucura coimbrã. (Com o perdão da inserção intermitente de informação adicional, este é um início de período, época em que os caloiros são ridicularizados no que se chama praxe, andam de quatro bebendo vinho verde e cantando que são prostitutos nos pátios das faculdades, não vão às aulas, e os ditos veteranos, que às vezes mal saíram das fraldas, andam vestidos naquele traje preto com capa e tudo, em pleno verão português fora de época. Em novembro, acontecerá a Latada, o ápice da recepção aos freshers, que terá de bom o show dos Kaiser Chiefs e terminará no clássico cortejo em que as ruas perto da UC ficam totalmente obstruídas com caloiros bêbados desfilando em fantasias humilhantes e veteranos se achando os coordenadores da pândega toda. Acreditem, isso é uma tradição secular, só que antigamente, o traje acadêmico simbolizava igualdade entre os alunos e não um suposto status – que pra mim é sumamente de imbecil em modas de pinguim – e esses eventos, como a Latada e a Queima das Fitas [formatura] realizavam-se com criatividade e significavam mais que banhos de cerveja, vômitos pelas escadas e muita birita barata em coberturas improvisadas).

  Cortejo da Latada passando na frente de casa ano passado. Cada faculdade tem suas cores, mas eu sei lá de qual delas é esse pessoal em laranja e cinza.

 

Voltando da digressão – e incluindo outra, rapidim – o Quentin está sempre a mandar mensagens a Florent, e a ligar também. Foi assim que soubemos que ele ficou muito triste com alguma coisa, mas não quis dizer mais sobre isso. Por incrível que pareça, e nem me lembro como, algo que provavelmente o Rodrigo fez ao Quentin provocou uma discussão entre o Florent e o Dani, que não tem um temperamento fácil quando bebe, e sobrou até pra mim e pro meu inglês feliz que o Dani ainda não entende. É sempre assim, um deles sai correndo e o outro vai atrás, depois as posições se invertem, e aí resolvi deixá-los na entrada dos jardins da Associação Acadêmica – também um point clássico apesar da música ruim – e ficar com uns colegas conhecidos e desconhecidos. Contudo, como nem a mais poderosa vodka com ananás me faria apreciar MC Marcinho e créu e aquela tal do “meu bem assim você me mata ai se eu te pego”, resolvi sair e estacionar numa vending machine. No início dos bons drink barato, tinha mandado ao João uma mensagem quase barroca de tão trabalhada onde estava escrito apenas “Juau”, e quando quase chego em casa ele me liga de um número estranho.

 

…Quem é João? O João é o João, oras. Nem sei se tem um segundo nome, só sei que é de Braga (norte de Portugal). E agora, será que já falei do João e estou me repetindo? Mas enfim, o João é o João. Tem aquele sotaque bonitinho que troca o “v” pelo “b”, característica típica dos dialetos de lá. Um “vais vir” fica um “bais bir”, com aquele “b” mais fraco do espanhol. Conheci-o num convívio de arquitetura no semestre passado, tava toda cheia de vodka barata é claro. Foi a primeira transa depois daquela traumática com o Elton, portanto tinha sido um longo, longo tempo de abstinência amedrontada. Lembro que acordei toda esquisita, e mesmo ele tendo garantido que não houvera furos quaisquer daquela vez, fui correndo a uma farmácia pedir uma pílula do dia seguinte. Confiar num estranho eu não podia, nem na minha memória embaçada, por mais que ela também me dissesse que estava tudo bem. (Detalhe: fui direto pra aula de Literaturas Africanas, completamente podre, sem material, e o professor ainda me pede pra ler um poema aos colegas. Esforcei-me ao máximo pra dizer tudo claramente sem soar como uma débil mental, porque as letras queriam fugir da composição a todo custo. “Tá mortinho isto”, disse ele sobre a minha [falta de] interpretação. Puta que pariu, né).

Pensei que nem íamos nos encontrar mais, e de repente comecei a receber umas mensagens com carinhas felizes ao final, e de encontro em encontro eu virei uma espécie de late night booty call girl que dizia não quando tinha trabalhos ou provas pro dia seguinte. O João estuda Design e Multimédias, é bonito, apesar de eu implicar secretamente com aquele cabelo de franja de mocinho de novela das 6. Curte essas músicas psy trance, festinhas e se chapar. Sonha em ter seu lindo e vasto canteiro de belíssimas cannabis. Não, não temos nada em comum. Às vezes dá uma sumida, ou porque quer ou porque fica sem crédito, eu o procuro se bebo um pouco a mais. Já me perguntei se sentia alguma coisa, certo que não. De tanto tempo acabou se tornando um hábito que acaba um dia desses, e quando se acabam a gente estranha, é só. O contrário também acontece, como o fato de eu ter ficado um ano sem comer polenta, e quando achei e fiz aqui (de milho branco, mas o gosto é o mesmo), foi “wow, estou comendo polenta, isso é muito bom.” Ontem foi assim, saudade detected. Como saudade de polenta, só que a polenta era o João, todo egoísta tomando o travesseiro pra si, revirando-se pelo espaço que já não era muito. Mas se no fundo todas as relações (e não só relacionamentos) são um questão de contrato de comunicação – lá vem a dona Linguística, coisa chata –, a gente assume e deve cumprir contratos todo o tempo, mesmo inconscientemente, mesmo que seja para autoproteção apenas.

Não cabem saudades entre o João e eu, nem verbos como gostar e lembrar. Não cabem narrativas do que fiz ou gosto de fazer, ou perguntas a ele sobre o mesmo. É por isso que ele vai morrer pensando que eu sou do Mato Grosso, porque nunca prestou atenção em nada do que falei sobre mim. Nossos tópicos frequentes, quando há, são os mesmos frequentes em qualquer conversa entre um português e um brasileiro – primeiramente a comida (falo mal do porco e do chouriço portugueses e exalto a criatividade brasileira enquanto ele ri do fato de comermos pizza de chocolate “porque pizza de chocolate [eles pronunciam piza] só pode ser piada”); e em segundo o idioma (ele faz o comentário clássico português sobre eu não falar português e sim brasileiro enquanto rio dele falar tele-comando em vez de controle remoto). Se me incomoda o fato de eu não lhe parecer uma pessoa interessante? Óbvio, sou um poço de egocentrismo, como isso não haveria de me encher os olhos de recalque melancolia? Tenho que me lembrar o tempo todo de que se trata apenas de um gurizote, inclusive dois anos mais novo que eu, que já cheguei aos meus vinte e poucos (e um) anos. O João é praticamente um adolescente de baby skin, sem leituras ou gostos instigantes, que ficou em recurso numa cadeira de matemática básica e que esqueve axim:

   Sem títuloMensagens do João: uma análise de estilo ortográfico e estrutural.

 

Ah, não pensem que ele é grosso por usar muito coisas como “anda, vá lá”, às vezes é só “anda” mesmo. Isso é bem português – e que eles são mais bruscos, isso são. Da primeira vez que ouvi, senti-me tratada como um cachorro, depois fui percebendo que é uma equivalência ao nosso “vem”, “vem cá”, ou “vamo lá”. Enfim, eu nem deveria estar falando tanto do João, que é apenas e continuará sendo o João. Ficam as curiosidades culturais, o preenchimento de algumas lacunas do blog e o registro da aprendizagem de algo supostamente simples, mas que levei meses a captar – "você é uma opção pro seu fuck buddy, ele deve apenas ser uma opção pra você". E também não deixa de reforçar o motivo pelo qual ainda falo tanto no Renan, porque é algo tão presente pra mim que até sinto ciúmes de coisas que nem sei, e por isso às vezes temos nossos trancos. Talvez seja o medo de perder esse contato com alguém que me conheceu e quis me conhecer mais. Ainda me parece que o Renan tem umas medidas de gostos e bestices e beleza e defeitos que não se repetem por aí. E o mais importante: tem consideração por mim, temos o que conversar, inclusive sobre receitas, e adoramos polenta e queijo.

Pra medir as chances sexuais com alguém, a amiga da autora de Comer, Rezar, Amar diz o seguinte (está no livro): “olhe pra pessoa e imagine sua barriga em cima da dela, se lhe parecer bom é porque você quer”. Pra medir o seu desejo de mergulhar sua vida com a de alguém, o Maurício Amaral uma vez disse no antigo Cafezinho: “imagine-se velhinho com a pessoa, se teriam algo pra conversar. O mais importante de estar com alguém é poder conversar com ele(a).” Independentemente de achar para sempre uma graça sua testa marcada e um charme seus olhos verdes fundos, o Renan ainda é a pessoa com quem mais gosto de conversar.

 

Meu objetivo agora é tentar ver as coisas de um modo mais macro, não tão centrado só em mim, como se eu fosse o mais especial dos seres dotado de insignes complexidades e disfunções emocionais. Todos nós (todas nós) queremos nos sentir especiais. Os Joões são bichinhos de pele macia que servem bem pra finalizar uma noite em que seu casal de amigos precisa discutir a relação, você ficou só e não queria voltar desse jeito pra casa. Mas os Joões não são pra conversar. Os Joões te trazem um sentimento de vazio no dia seguinte que te faz ir ao Dolce Vita comprar coisas inúteis e devorar um swirl chamado Chocolatíssimo, com sorvete de chocolate, cereais de chocolate, raspas de chocolate, calda de chocolate. Apoie sua vida num João e chegará ao cem quilos.

E os Renans? Ora, os Renans… Já aí estão reticências porque são sempre a parte mais complicada de entender e explicar. E pra começar, não pode se falar em Renans porque cada um tem o seu e eles nos parecem singularíssimos. É a parte mais complicada, aquela pessoa em quem se pensa enquanto se faz xixi sem encostar no vaso de um banheiro de pousada nos confins de Glasgow ou de Minas do Butiá. E está em todos os lados, é impressionante, porque hoje mesmo tive uma aula de quatro horas sobre o Modernismo brasileiro e não se parou de falar do ABC paulista e a locomotiva do Brasil, e o meu colega de Piracicaba interveio horrores, e essas coisas acontecem todos os dias.

 

Terminarei louca? Obesa? Casada com um Zé de barriga perebenta fã de sertanejão e viciado em haxixe? Só Deus sabe, diriam as senhorinhas testemunhas de Jeová que vêm aqui em casa me evangelizar. O que eu preciso focar agora é o semestre que tá pesadinho, tem o pirado do Macunaíma ali me esperando enquando a virtuosa Iracema aguarda a sua vez. Tenho até entrado menos no MSN, e espero que esta seja a última aula de sábado, por mais interessante que seja. E outras duas coisas importantíssimas são as fodásticas séries Fringe  – já tá rolando –, e The Walking Dead que estreia amanhã. Nem que passe noites em claro estudando, essas duas não deixo de acompanhar capítulo a capítulo.

 

Fico devendo relatos de viagem, e ainda não vi as fotos de UK (sério). Este post louco louco foi escrito em dois dias, hoje fiz batatas com presunto e queijo e molho branco, depois eu mostro lá.

Adoro vocês e ouçam Metronomy:

 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Cool




Parece cool o I don't belong to anybody.
Mas às vezes soa meio triste o Nobody belongs to me.
- É o He doesn't belong to you que incomoda, diz alguém.

He doesn't belong to you.
Como se existissem propriedades humanas.


Nestes dias o descolado é tão cool, cool é o cold.
A gente esconde as pieguices mornas sob o delineador líquido.
Dentro da vodka com laranja.
Debaixo do braço de algum desconhecido. 
Volta pra casa de manhã, de mansinho. É bom antes checar suas gavetas que às vezes tem balas, eu levo as balas, balas são cool.


Estranho olhar o torso desconhecido.
O ego morno sopra "Não te conhece. Não quer te conhecer. Não sabe de onde vem, nem pra onde vai. Não quer saber. Get the fuck outta here."


Até nunca mais.





sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Cheers to a happy ending



 "então... este é meu último post e em breve fecharei o blog. Motivo? Eu não preciso mais dele. Sempre usei ele para confissões dos meus devaneios e principalmente dúvidas. Não que eu não as tenha mais, niguém tem 100% certeza de tudo, mas eu digo das minhas principais e mais preocupantes dúvidas. Por muito tempo eu não tinha certeza do que sentia pelo Príncipe e do que eu ainda sentia pelo Wont. As vezes me massacrava e me sentia culpada por pensar que ainda amava o Wont e isso era errado, estando com o Príncipe. Era errado com o Príncipe, que estava ali do meu lado e era tão perfeito, mas mesmo assim eu não esquecia o Wont. Com o tempo as lembranças do Wont foram se distanciando, mas não se apagavam. Só que as lembranças já não eram mais as mesmas, ou eram mas me causavam outro efeito. Eu estava "curada" de toda a dor, das "trevas" que foi o fim de tudo aquilo mas eu queria uma explicação. Eu precisava de uma explicação. Explicação essa que o Wont não apareceu pra me dar. Assim, eu fui vivendo e sempre buscando essa coisa que nem eu sabia o que era. As vezes, achava que era a falta dele, as vezes achava que era a falta de ter visto ele ao vivo. Pra deixar de ter aquela visão criada pela minha mente, de alguém totalmente idealizado. Mas eu fui vivendo... durante 3 anos...

Até que um belo dia (ok, na verdade era uma noite e nem tão bela), reconheci que eu precisava de ajuda, precisava conversar com alguém, e não podia ser com o Príncipe, uma vez que ele era parte do drama. Nada de "amigos" palpiteiros que não sabem cuidar de suas próprias vidas, eu precisava de uma psicóloga, uma especialista em resolver problemas alheios de relacionamentos. Mas... me faltava o money. Aí, como uma criativa louca que sou, criei uma psicóloga imaginária que conversava comigo em pensamento. Ela me perguntava coisas que eu mesma não me perguntaria, e eu me obrigava a responder sinceramente, respostas que davam início a outras perguntas e assim minha sessão grátis acontecia. Em uma única sessão que durou o caminho de volta da sala de aula para a topik bastou: eu nunca vou esquecer o Wont e nem preciso! Pq o Wont pode até ter sido um amor de adolescência, uma paixão ou algo do gênero, mas hoje ele não é mais isso. Hoje ele é só meu ex amigo gay (mesmo que ele não seja gay, mas eu sinceramente acredito que seja). Porque ele é só meu ex amigo gay? Porque hoje, eu sinto falta dele apenas pra conversar e perguntar coisas sobre o Príncipe, pedir ajuda, me confessar. Não sinto falta de um Wont que me beijaria ou coisa assim. Hoje, no fim do dia eu quero dormir com o Príncipe e não com o Wont. O Wont seria só um amigo pra conversar que substituiu a amiga que eu nunca tive.

Depois da minha sessão imaginária e das minhas descobertas fantásticas eu me senti livre, FREEEEEEEEE, tirei um peso das minhas costas, foi maravilhoso. Não era errado pensar no Wont, pq ele foi importantíssimo pra mim. Me fez dar boas risadas, me fez perceber que eu não era perfeita, me apresentou aquela linda múscia chamada Vienna, me deixou no lugar exato que eu precisava estar para conhecer o Príncipe, acompanhamos a Hil loucamente e agora, depois de tanto tempo... eu continuo me emocionado com a Hilary, que foi quem causou tudo isso. E eu nem fui na Bienal/Saraiva ver ela :( Mas um dia conhecerei e terei uma foto linda com ela.

As dúvidas nunca estarão completamente sumidas da vida das pessoas, mas existem certas coisas que temos que resolver interiormente pra poder respirar melhor. Acho que minha respiração está mais leve agora, minha empolgação de pré-adolescência voltou com tudo e tenho planos legais pro futuro. Tomara que chegue logo 24 de dezembro.
Adeus leitores ;@"






Good bye, Lost Princess...










P.S.: o Nada Sobre Nada ainda pulsa, mas a pressão arterial anda meio baixa. Voltaremos.