domingo, 30 de agosto de 2009

Chocolate reciclado

O ruim de a gente ter bons finais de semana é que não queremos que eles acabem... O bom é descobrir que, realmente, o segredo dos bons momentos está nas coisas mais simples. E o essencial desses bons momentos é tão ridiculamente simples que dá até raiva!

Poxa, a gente se esforça tanto, se aprimora tanto pra se dar conta de que o que faz a diferença é aquilo que justamente não depende somente do nosso esforço, o que não está sob controle, o que envolve uma via de mão dupla... E as vias de mão dupla são muito mais que complicadas, porque mesmo que a gente vá e vá, pode não encontrar nada pela frente, e se a gente quiser esperar e esperar, não sabe se algo passará por nós...

Mas de certo modo, eu até prefiro assim... É bem melhor que nem ter perspectiva de que qualquer coisa aconteça. Ademais, apesar de ainda chorar de vez em quando, posso dizer que já passei da fase emo.

Eu me olho no espelho e vejo que mudei pra caralho... Foi contra a vontade, e bem doloroso, mas como nos lembra Sartre, não importa o que fizeram de nós - o que importa é o que fazemos com aquilo que fizeram de nós.

sábado, 29 de agosto de 2009

Não sei que título colocar... Mas eu coloco!


Estava uma cria mimada e lombriguenta hoje. Obriguei-me a comprar Passatempo, Coca e um Magnum de chocolate branco. Sob aspectos como este, ao menos eu consigo satisfazer minhas vontades.



- Não sei o que pensar... Mas eu penso! Todos nós podemos ficar sem respirar por um tempo, porém ficar sem pensar é impossível.

Eu tenho uma lixeirinha de coisas que fico com vontade de dizer mas descarto...



- Não sei o que fazer... Mas eu faço! Todos nós podemos nos sujeitar à resignação, porém ficar sem agir é impossível.

Eu tenho uma listinha de coisas que fico com vontade de pedir mas me calo...


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Sentir, sentido e chocolate


A Unisinos é o meu parquinho: lá, eu brinco com os amiguinhos e alimento meu intelectozinho, enquanto reflito sobre o que vou ser quando crescer. E quando chego em casa, só falta fazer aquele "aaaah" acompanhado de um beicinho...

Neste exato momento, desejo poder expressar essas coisas a alguém que não seja minha própria pessoa. O blog é apenas um paliativo, a válvula de escape de uma doidinha que, mesmo já cogitando a hipótese de a vida não fazer nenhum sentido, fica imaginando como seria compor o sentido da vida de outrem.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Slowly


Os minutos finais no micro revelaram meu enorme cansaço, a ponto de eu mal conseguir manter os olhos abertos. Contudo, é só chegar em casa pra deixar um pouco de lado essa questão de pestanas. Pelo menos é quase sempre assim: espero abrir uma exceção hoje.

Entrei mesmo pra escrever este post. Mais do que um hábito, é uma necessidade bem pontual de organizar um pouco a torrente diária de pensamentos. Às vezes, é meio chata essa vidinha de ser pensante.


Meu cabeção está tranquilo. Consigo pensar com clareza - nem tanta, mas vamos fazer de conta só -, e eu tenho acertado todas as porções dos meus condimentos: uma pitadinha de idiotice aqui, uma colher de gentileza ali, umas gotinhas de sensatez e bestices a gosto.



É claro que falta alguma coisa... Mas não vou perder meu tempo escrevendo sobre tais aspectos. Já está ficando tarde, um bom banho me espera, e depois um texto extenso, exercícios, fora os livros que estão na fila...

Disse a profª Nara que "é preciso tempo pra maturar os sentimentos da gente"... Pois então, que maturem todos, que venham, que vão, que explodam, que ressurjam, que insistam, que dilacerem!


Sabe o que eu descobri? Que não importa se um dia eu puder me considerar a mais desprezada das mulheres, ou se tudo e todos me deixarem, ou se eu fracassar por dez vezes seguidas: meu instinto de sobrevivência prevalecerá. Portanto, é melhor tratar logo de tornar as coisas mais leves, até porque, já que vamos todos morrer mesmo, mil vezes morrer aos poucos.

sábado, 22 de agosto de 2009

Tutulino... Tutulina!


Meu gato está grávida. Como pode?!? Tudo bem que eu nunca chequei muito bem entre suas perninhas, porque ele (ela!) não gostava... E eu nunca tinha visto o aparelho genital masculino de um gato pra comparar. Boba, nem pra usar o Google...

Mas enfim, meu vizinho, que já criou gatos, diagnosticou a realidade. Tutulina é feminíssima e, antes que eu fosse à pecuária comprar vermífugo, constatou que o barrigão não tem vermes, e sim gatinhos.

De uma hora pra outra, em vez de ter um gato gordinho, eu tenho uma fêmea prenha se lambendo ali no meu sofá! Papai disse que falta pouco pra barriga "cair" e ela ganhar os filhotinhos... A qualquer noite dessas, é bem capaz de eu acordar com o choro de novos bichanos aconchegados às minhas cobertas.

"A Hard Day's Night"


Se a profissão docente for tão chata quanto a primeira aula de Profissão Docente, tô muito fodida. Não que a professora não seja simpática, contudo acho que, até por ser o último dia útil da semana, a gente já fica meio desgostoso. Ademais, nenhum aluno de licenciatura que se preze vai amar perdidamente as disciplinas de educação. Não que elas não sejam importantes, pelo contrário! Mas as cadeiras da "mão na massa" é que empolgam realmente.


Nossa, como o tempo passa rápido aqui... Parece que as minhas divagações entre uma digitação e outra estão tão consideráveis... Quem sabe eu já deva estar alternando cochilos sem perceber, né...



(Chega por hoje).

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Novo Agora em 3x sem futuro


Meu nome é Aline. Eu gosto de sentar na privada pra ficar pensando. Eu gosto de rir das minhas próprias piadas sem graça em plena rua. Eu gosto de tomar Coca-Cola no café da manhã.


Tanta coisa pra fazer... E eu aqui, jogando tudo pra debaixo do tapete por pura (falta de) vontade mesmo. Depois eu analiso um mito greco-romano, depois eu leio os textos sobre filosofia, depois eu penso em grandes questões.

O meu Agora está cansado demais, sonolento demais, molambento demais pra ser suficientemente capaz de organizar idéias e afazeres.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Microfone mental de chocolate


"Nasci em uma família humilde. Tinha vontade de fazer arqueologia, mas como faltavam condições financeiras, sabia que precisava primeiro me formar em outra profissão para atingir meus objetivos.

Optei por Teologia, mas acabei desistindo: descobri que tem gente que não quer ser salva de jeito nenhum, nem numa próxima reencarnação, aí fica inviável.

Então comecei a cursar Pedagogia, e no magistério descobri minha paixão. É muito mais interessante pesquisar gente viva do que fósseis antigos, é muito mais complexo do que olhar um pedacinho de osso e estabelecer sua idade.

Casei-me uma vez, e o divórcio me fez mudar de cidade. Como não adiantou muito, resolvi mudar de estado, e fui parar em Rondônia. Mas ainda acredito no casamento, é um dos fenômenos que podem acontecer mais de uma vez na vida de alguém.

Hoje, tenho uma relação estável, mas nem sempre predomina a estabilidade... Ele é instável, eu sou instável, as pessoas são instáveis. A vida é assim.


Ja bebi pouco, já bebi demais...

Já dormi agarrada com alguém, já dormi agarrada numa privada...

Já amei a pessoa errada (e mais de uma vez!)...

Já amei a pessoa certa também, mas aí foi tão chato, porque ela dizia tudo o que tinha que dizer, fazia tudo o que tinha que fazer, era monótono demais...

E sim, já senti muita saudade! Concluí que a verdadeira saudade - e a mais dolorosa - é aquela provocada pela distância. A gente até pode dizer que sente saudade de quem está perto, mas não é natural, é apenas por dizer. Saudade é quando queremos chegar até a pessoa amada e não podemos nem considerar a possibilidade... A saudade tem um teor geográfico muito interessante e muito intenso que abala muita gente".

Profª Nara Nörnberg, 1ª aula de Elementos de Metodologia Científica, Unisinos, 2009

domingo, 16 de agosto de 2009

Chocolate ao alvo


Um sábado raro. Eu fui uma criança grande num parque de diversões itinerante que resolveu nem cogitar se parques de diversões itinerantes refazem itinerários de vez em quando ou não. Guardei na memória a mágica, sem pensar em como se realiza o truque.

Se a vida fosse tão simples, eu nem estaria aqui escrevendo, né... Grandes ou não, crianças amam parques de diversão, e jamais se flagrariam negando um passeio pra ficar fazendo a lição de casa.

Aliás, segunda já começo a encher a lista de tarefas novamente: leituras extensas como as madrugadas, finais de semana sem muito descanso, sono acumulado. Mas também é hora de matar a saudade das minhas flores que moram longe e que dividirão o barco das Letras comigo, saudade do pão de queijo do Fratello, da biblioteca, das vitrines, do Redondo, dos extensos corredores, da Cultural, do cappuccino do Letras e Sabores, das reflexões no micro ouvindo o que me der na telha...

Eu tenho tantas saudades perenes!... Está na hora de me concentrar naquelas que eu ainda posso assassinar.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Hein? Não tô me ouvindo...


Eu gosto das quintas: elas significam a minha passagem vitoriosa por mais uma quarta-feira inerte. Pensei até em dormir cedo hoje, mas pra quê? Semana que vem, já volto a ser mais uma estudante-coruja no mundo.

Eu preciso mesmo é de um bom banho demorado pra limpar as idéias mortas, um bom café pra digerir as verdades amargas e uma boa música alta, pra nem ouvir o discursinho de melodrama barato que a minha solidão emuxinha preparou pra hoje.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Coração(zinho)


"É tudo uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo na esperança equilibrista".

MSN da Caracol


Comi quindim com cobertura de chocolate hoje.
Quindim é meu doce favorito.
Nas quartas eu faço o café da recepção.
Quarta não é o meu dia favorito.
Pras quartas eu reservei a cadeira mais difícil do semestre.



É difícil aquietar minha mente. Só preciso de poucos segundos vazios pro meu alter ego preparar a oficina do tinhoso eficientemente.

Fisicamente, não tenho me importado com minha postura tanto quando deveria. Figurativamente, até que não ando me curvando aos demônios achocolatados que parasitam meus neurônios.

O coração? Convenhamos, é um órgão à parte. Apesar de já ter duas aurículas dois ventrículos com que se ocupar, não acha o bastante. É capaz de fazer das válvulas bicúspide e tricúspide violão e tocar uma melodia mais alternada que as do Renato Russo. É uma criança mimada e teimosa, mas doce também. Talvez por isso eu me pegue chorando por não poder atender seus desejos... Talvez a mamãe não seja boa o bastante.

E meu equilíbrio emocional até que não deixa a desejar. Socialmente, é um gentleman; intimamente, até que causa alguns transtornos, mas nada que eu não possa contornar e seguir (di)vagando...

Se eu comecei a caminhar sozinha com três anos, não posso regredir agora! O mundo não vai parar pra que eu pegue a minha cria no colo e espere no banquinho da rodoviária a resposta da cartinha ao Papai Noel.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A síndrome do post em preto















Nem sempre a vontade de escrever significa que se tenha algo a dizer: é como estar com vontade de comer alguma coisa e não saber o que é.



...Cadê a minha imaginação?...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Tudo chocolate


Final do dia... É bom ter um final do dia. É bom ter motivo pra estar cansada, é bom voltar pra casa.

Estou dispersiva. As coisas andam tão tranquilas que nem consigo acreditar, muito menos me acostumar. Lineneutron respirando direito, dormindo tranquila, "closing her eyes and cleaning her heart"? Mesmo que não durasse mais de meia hora, já me faria bem o fato de isso ter começado!

Encarar a verdade é muito difícil sim. Mas depois que se começa, o fardo já não fica mais tão pesado. Não tenho mais tanto medo de admitir minhas falhas. Não receio minha própria inconstância.

Por muito tempo, pensei que tudo o que havia construído eram apenas castelos no ar... Mal sabia eu que há muito já havia alicerces, e que estes eram tão fortes que resistiram a tempo e a espaço, e deixaram intacto o meu lugar.

domingo, 9 de agosto de 2009

"El lunes nace ya..."


Tomando Coca, jogando Pinball e ouvindo o jogo do Imortal. Grêmio Greminho, já foste mais empolgante, hein? (Barueri acaba de abrir o placar). O pior time visitante do Brasileirão, veja a que ponto chegamos.

Falando em Pinball, ainda não comentei da minha limpeza de disco desastrosa... Excluí, sem querer, o Paint e os joguinhos de Windows. Justo eu, eu adoro dar print e colar no Paint! E como seria ouvir a Gaúcha sem jogar o e-mo-cio-nan-te Pinball? Uma verdadeira tragédia.

Ainda bem que o Elton, promissor estudante de Sistemas da Informação e amigo, resolveu ser bonzinho e me ajudou a instalá-los novamente. Agora já sei até descompactar arquivos, não é supimpa? Essas gurias de hoje em dia, viu...


Enfim, não foi tão morto este final de semana e, sim, considero isso um grande feito. Sabe o que percebi também? Terminar o domingo arrumada e maquiada é muito diferente de passar sábado e domingo inteiros com os piores trapos do guarda-roupas e o cabelo mais arrepiado que o da minha vó Leonor quando tá braba. Estou pensando, seriamente, em começar a andar pela casa só na beca. (Mas a pantufa de leãozinho eu não dispenso, visto que meus pés gelados são meu calcanhar de aquiles [engraçadinha]).


Finalizo com uma frase de um dos filmes que assisti - Quebrando a Banca é melhor, mas foi Sandra Bullock quem me fez pensar:

"It's never too late to realize what's important to your life to fight for it".

Premonition, Paris Filmes, 2006.

Carnívora


Levei papai a uma churrascaria, tudo por conta das mulheres da casa. Não há nada como comer uma boa carne ao som de música gaúcha só na voz e violão.

Queijo assado, picanha, vazio, filé mignon, filé ao alho e óleo, mais queijo, picanha, e tantas outras partes que não sei o nome... - Oh, Deus, perdoe os vegetarianos, eles não sabem o que fazem!!!



P.S.: imagine uma voz bem gaudéria cantando "Um Anjo do Céu", do Maskavo. No mínimo, diferente.

Cabeção


"Sempre queremos encontrar algo que nos falta, sempre, e por isso - ainda que não totalmente conscientes - nossa alma está a cada dia na busca do que nossa mente nos diz não precisar...".

* *, 6º e-mail, sábado, 8 de agosto de 2009, 22:45:26.


Meu nome é Aline. Se, um dia, eu pensar em aprender a fazer pão, prontamente passarei a imaginar o sucesso da minha rede de padarias, isso antes mesmo de comprar a farinha.

Já tentei cogitar sempre o pior, mas quando projeto tal pessimismo, soa como um SOS pra alguém derrubar logo minhas idéias negras. Parece muito bonitinho a princípio, mas, na realidade, é a melhor maneira de quebrar a cara.

Este é meu penúltimo final de semana sem aula, acho que sentirei falta do "nada-pra-fazer", o que não me faz gostar mais dele no momento.


...O que eu faço? Parece que a cada palavra eu me denuncio... Mas o que tenho a denunciar?


Eu só queria poder entrar na minha imaginação e chorar por horas, até não aguentar mais e começar a sorrir naturalmente.
Eu queria comer manga e deitar na areia fofa.
Eu queria ler
Verissimo por tardes inteiras...
E eu queria que alguém me pedisse pra não ir embora.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

It's Friday, I'm alone.


Este será um daqueles finais de semana em que eu gostaria de ter um amigo imaginário: tem coisas que só um amigo imaginário poderia fazer por mim. Pra começar, ele seria "meu", o que faria toda a diferença.

E pra piorar, os espetáculos teatrais estão suspensos por aqui até o dia dezessete, uma tentativa meio ridícula de evitar a proliferação do vírus da gripe A.

Ainda bem que em uma semana, finalmente, já começam as minhas aulas. Chegarei mais tarde em casa, mal vai dar vontade de entrar na net. Mas de escrever eu dou um jeito, visto que este tem sido um passatempo muito produtivo e divertido.


...Como é que eu posso finalizar esse post, hein? Será que não sirvo mais nem pra finalizar um texto, ora bolas? Já tem tanta coisa que eu queria fazer e não consigo... Tem tanta coisa que eu queria que acontecesse e não acontece nunca...

Acho que devo ler um pouco. Livros sabem ser ótimos amigos imaginários.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Nosso corpo, nosso templo (ou nossa casinha de sapê)


Início de mês, notas e notas... Os braços têm reclamado. Obriguei-me a buscar alguma informação na internet sobre alongamentos adequados a quem faz movimentos repetitivos em frente ao computador. Encontrei algumas imagens deste indivíduo - não muito simpático, mas bem didático - num artigo do Baixaki, e me pus a imitar religiosamente as primeiras fotos. Caracol não conteve o riso.

Bah, por que não alonguei o pescoço também? Seria de grande valia no momento... E sabe
o que foi mesmo valioso fazer hoje? Tomar Coca-cola gelada! Esses dias eu também não resisti e tive de comprar uma latinha vermelha. Sem dúvidas, é uma das porcarias mais perfeitas do universo.

E falando em porcarias, eu deveria manter certa distância de algumas, mas não tenho isso
como prioridade no momento. Ademais, não adianta pensar que Lineneutron, um dia desses, será capaz de reduzir o consumo de produtos industrializados, tomar leite de soja e virar vegetariana: se eu sou o que como, então muito prazer, meu nome é Conservante.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

(A)Normal


Êêê calor abafado o de hoje... E eu em pleno início de gripe, subindo as escadas com um pulmão de fumante inveterada que eu vou te contar, viu...

Mas fora o azedume de quem toparia até comer um chuchu inteiro em troca de uns bons dias nublados de frio, eu estou bem.

Por incrível que pareça, estou em paz. Decidi jogar a preocupação com o futuro ao vento - o que não quer dizer que amanhã mesmo eu não estarei correndo atrás dela por aí.

De qualquer forma, acho que admitir minhas próprias fraquezas já é um grande começo: é fato que tenho facilidade em quebrar promessas feitas a mim mesma, é fato que não sou tão corajosa quanto gostaria, é fato que sou mais um ser humano normal, isto é, sou mais uma criatura anormal de acordo com o conceito de normalidade da sociedade, o qual desconsidera todas as características e atitudes incontestavelmente humanas que uma revista Caras, por exemplo, não publicaria.

Afinal, o conceito de normalidade humana é tão bonitinho... Pena que ele não exista de fato.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Whatever


Well, well, here we are... Tô com o DVD do Delirious? (não é uma pergunta, o nome é assim mesmo). É de coisas do tipo que preciso.

E quanto ao resto? - agora é uma pergunta: Ah, sei lá... O tempo passa, passa, mal dá pra sentir. Eu sinto é falta da Unisinos pra encher a cabeça mais um pouco... Eu preciso de algo que me motive.

"Preciso, preciso"... Que guria carente! Se ao menos o que eu comprasse me preenchesse de alguma forma... Se ao menos eu pudesse fugir pra qualquer lugar onde eu não me conhecesse...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Viver chocolate


"A vida é triste, amarga, como chocolate sem açúcar,
mais se você adicionar o açúcar do desejo de viver,
torna-se mais agradável aroma e sabor...

Coragem..

('a falta de esperança pode ser positiva...')".


**, 3º e-mail, sábado, 1 de agosto de 2009, 16:25:42.





O desejo de viver sempre foi o grande aliado que eu não quis considerar antes por pura falta
de maturidade, visto que a melancolia nunca trouxe nem nunca trará de volta o que passou. Viver é escolher; amar é fazer, junto com outrem, a mesma escolha.

Posso dizer que estou adicionando um pouco mais de açúcar ao meu chocolatinho vital. Não é uma solução, apenas uma forma de ingeri-lo sem fazer cara feia.

Afinal, a vida é mesmo triste! Não há nada de mais puro e mais incontestável do que a nossa própria tristeza: ela não é planejada, muito menos desejada, simplesmente se acerca e permanece até resolvermos levantar a bunda do próprio penico de bosta sentimentalóide.

Açúcar se adiciona à vida... Açúcar se busca, açúcar se conquista. É assim que se vive um bom chocolate.

domingo, 2 de agosto de 2009

O sábado


Meu nome é Aline. E eu sou um exemplo vivo de que nunca é tarde para conhecer o já Valedossinosmente conhecido "sábado da Moinho".

A caipira de vinho (delícia) pegou na janta e já cheguei tchuca na festa, me segurando nas barras pra não cair e dançando sem a menor noção de como se deve realmente dançar. Só sei que quando eu comecei a ir até o chão, uma das gurias disse: "não faz isso que é coisa de bêbada". Mas eu tava mesmo mamada, então não importa muito.

Sinceramente, sóbria eu não encararia aquilo lá não. Fiquei com uma gente estranha pra caralho, umas criaturas feias que eu espero nunca mais ver na vida. Mas, seguindo o Manual Prático da Mulher Moderna (preciso assistir a essa peça de novo), é tempo de aceitar, não de exigir. O que veio eu beijei, com quem quis eu dancei, e só parei de curtir no final porque não tava me sentindo tão bêbada como antes e nem queria mais beber.


Dormi na casa da Caracol, acordei cedo e vim embora. Parece que faz muito tempo que venho procurando por essa sensação que me domina agora: o puro cansaço. A última vez que eu tinha provado isso foi ao final do dia em que passei no SPA em Viamão. Essa canseira torna difícil até a digitação. Pensar então? "Nem pensar"! Pensar no Renan então?...


...Ah, gente, não dá. Já pensei quando acordei, pensei vindo pra cá... Enfim, só a bebida me faz não pensar. O porre é uma liberdade estranha, porque acontece dentro da minha própria prisão. É a minha caricatura: engraçada e crua, a Aline.JPEG vira Aline.GIF.



P.S.: (Dá pra me imaginar dançando "relaxa senão não encaixa"? Que loucura).