domingo, 29 de novembro de 2009

Depois eu sinto.

(Tente comer um pão com gergelim usando aparelho. Os dentes ficarão com mais gergelim que o próprio pão tinha antes de ser devorado).


Fiz o pôster acadêmico, que é pra sexta. Fiz o trabalho do article, que é pra quinta. E o trabalho que é pra segunda ainda não comecei. Paciência, hoje acordei às nove e meia da madrugada e pretendo passar a tarde fazendo o último ppt do semestre. Depois, só faltará elaborar um pré-projeto de umas doze páginas pro dia sete e fazer umas trocentas fichas de leitura e mais um texto conclusivo pra aula de Profissão Docente. Lidi e eu combinamos o esquema de trocarmos fichas e mudarmos as palavras uma da outra. Assim, cada uma faz metade do que é pra ser feito mas entrega o trabalho completo.

Como disse meu Imaginação, preciso estar focada nesse processo de avaliações finais. Se ficar imprestavelmente melancólica, não será suficiente pra trazer qualquer coisa de volta, muito menos pra fazer meus trabalhos por mim. Fazer o quê, se a vida não espera? Não importa o tamanho dos nós na garganta e das angústias, o sol continua nascendo, Campo Bom continua esquentando e o Grau B continua prescrevendo o desempenho necessário para quem quiser deixar mais cinco cadeiras pra trás.


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

E amanhã, será que chove?

Grau B de arrancar os cabelos, trabalhos complicando, finais de prazo chegando... E eu aqui? Sim, eu aqui. Sinto-me só. Será que posso deitar a cabeça nessa janela um pouquinho? - Obrigada.

Pois é, Seu Blog, estou angustiada... Não ouvi música na volta hoje, e quando não ouço música é porque tem coisa errada. A bexiga? Melhor, já estou quase sem sintomas. Calor? Sim, aqui está quente demais, nem banho gelado ameniza. Tutulina? Em últimos dias de gestação, e meio distante de mim. Descobriu lugares melhores pra dormir e se aproxima quando tenho comida.


E eu? Eu tô pela metade, viajando na pior maionese, sem muito autocontrole. Tô com saudades. Tô perdendo o tesão nessas últimas aulas, tô com sono, cansaço e insônia. Tô apertando todos os botõezinhos que posso, bobamente, pra ver se eles dizem "boba, não há motivos". Tô ficando triste com o final do ano. Tô insegura.

Eu me pergunto se amanhã vou colaborar comigo... Eu me preocupo se o amanhã vai querer fazer isso também. E concluo que seria muito mais fácil se tudo isso fosse tão simples quanto fechar os olhos e esperar o sono chegar.


domingo, 22 de novembro de 2009

Apertada

Acho que estou com algum tipo de infecção na bexiga. A sensação é a de ter uma vontade urgente de ir ao banheiro o tempo todo, como se estivesse quase fazendo nas calças, e aí depositar o bundão no vaso pra sentir sair só um maldito mililitro de urina.

E bem agora, que estou cheia de trabalhos... Um de inglês individual, um plano de aula em dupla, um pré-projeto e mais um pôster em grupo - e não quer dizer que, nesses em grupo, eu não vá trabalhar tanto quanto se fizesse sozinha.

Enfim, resolvi dar um tempinho aqui pra ver se, quem sabe, esse leve distúrbio fisiológico fica calminho e me deixa estudar. Quero me dedicar pelo menos a uma das tarefas, mas não vai dar muito certo se eu tiver de fazer isso sentada na privada.

Ressalto que probleminhas desse tipo podem ser construtivos se percebermos que a vida, antes deles, não era nada mal. Surge a possibilidade de mudarmos nosso ponto de vista depois que eles forem embora, de nos darmos conta de que um corpo são já serve pra andarmos mais da metade do caminho - principalmente se não precisarmos parar pra ir ao banheiro a cada cinco minutos.


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Chocolate com jiló

Quando fico muito tempo olhando fixamente pro monitor, quer dizer que o dia não vai terminar muito bem.

Estou irritada com esse space do teclado - que comprei há pouco tempo -, mais capenga que meu estado emocional.

Estou irritada com meus dentes em deslocamento, com essa sensação de que vão cair na próxima mordida.

Estou irritada com tanto calor, com minha pele sebosa de protetor, com minhas unhas descascadas.

Estou irritada porque não sei reagir às situações inesperadas.

Estou irritada com minhas amarras, minhas manias, minhas birras.

Estou irritada porque mesmo com ganas de mandar todo mundo pra mais longe ainda, sempre fico esperando um "mas não se irrite".

Estou irritada por sempre ficar esperando.

Estou irritada porque nem queria estar irritada, ou aflita, ou angustiada. Estou irritada porque já tinha desligado tudo mas acabei voltando. Estou irritada, porque poderia muito bem estar na cama e não consigo.

E estou irritada porque sinto falta de um mundo de coisas, porque nem de me controlar e me cuidar eu dou conta, porque hoje não me recomendo nem aos meus próprios olhos, porque só escrevo por não poder contar tudo a outrem, e porque odeio meus escritos frustrados, tanto quanto odeio meu desamparo ao escrevê-los.


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Criptonita

Sou carente. Não posso mais dizer que estou, pois sempre estar é ser. Mas sou uma carente silenciosa, e sensível omissa, e romântica discreta. Sou das de águas profundas, mas não tem muita pescaria à minha volta. E sou tão boba quanto um golfinho adestrado.

Hoje, fiquei pensando no que pensar, e, na ausência de decisão, acabei por me render, simplesmente, à tristeza. Faltam peças no quebra-cabeças do dia, e nem sei por quê. E por isso estou tão triste que também me faltam palavras pra terminar o post, de modo que, sem delongas, escolherei uma imagem de chocolate qualquer do meu arquivo e porei o título esverdeado que não sai da minha cabeça.

E o título é Criptonita.


domingo, 15 de novembro de 2009

Bis

Ainda estou comendo apenas alimentos moles, numa dieta regada a chocolate quente, leite com chocolate, milk shake e papinhas em geral. O sorriso metálico me parece estranho, mas não atrapalha tanto assim, é tudo uma questão de adaptação.

Fui à Feira do Livro, mas não vi livro algum. A chuva adiou a programação, e acabei desistindo de voltar lá. Espero ter mais sorte ano que vem.

Não cheguei nem perto de apostilas e trabalhos, encontrei as gurias no centro pra bater um papo e comer torta, pensei muita besteira, caminhei na chuva, viajei. E ouvi Johnny Rivers um montão de vezes, todas diferentes uma da outra, todas especiais à sua maneira, todas com gosto de chocolate Bis.


domingo, 8 de novembro de 2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Com chave de chocolate

Amazing Friday! Que bom que Lidi, Paola, Antônia e eu acabamos consolidando um grupo nessa aula chata! Em sextas, tá dando vontade de ir pra Uni justamente pelas companhias, a comida e as bobagens.

Chegamos meia hora atrasada porque jantamos no RU, que
é realmente bom e barato. Ficamos uma hora no laboratório de informática, tempo suficiente pra planejarmos o próximo PPT e dar o fora.

O resto do tempo foi de papo furado e risadas no redondo, enquanto Lidi, que não tinha jantado conosco, deliciava-se com um crepe de queijo e chocolate. Antônia teve de sair mais cedo, nós três ficamos mais um tempo. Parecia que estávamos bêbadas mesmo sóbrias, mas não acredito que a Coca estivesse batizada. O fato é que, quando estamos com as pessoas certas, no lugar certo, no contexto certo, algo diferente acontece. E foi esse algo que nos fez sair Uni afora cantando Titãs e Papas loucamente, enquanto Lidi e eu fazíamos coreografia, enquanto Paola imitava o som da bateria e os risos assumiam o lugar da letra, porque não dá pra fazer tanta coisa ao mesmo tempo.


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Brotoejas, Anne, Grêmio... (e chocolate)

Alguém aí já ouviu falar da existência de uma CDF chamada Aline? Porque tem sido meio difícil reconhecê-la nesses trajes de guria que falta aula... Porém, tenho justificativas plausíveis, afinal, só de olhar um cronograma que anuncia "continuação dos exercícios da aula anterior", não dá vontade de ir! Atividades como essa posso fazer em casa, bem descansada. (Mas ainda não é hoje que vou fazer).

Não há novidades, continuo sentindo muito calor. E estou com umas bolinhas pelo corpo que mamãe e o Google chamam de brotoejas. Parece que o verão descobriu meu ódio e resolveu torná-lo recíproco.

Acho que vou ler um pouco de Anne Frank e, depois, assistir ao jogo do Imortal. A partida é boa: se ganharmos, tá bom; se perdermos, tá legal também. Pena que não é devido a uma ótima campanha do Tricolor Gaúcho, mas digamos que, mesmo sem termos direito à festa, ainda podemos estragar a dos outros. E, sim, em futebol, isso é um baita consolo.


domingo, 1 de novembro de 2009

Eu sei, mas não queria


"Eu queria ser o espantalho inútil do Mario..."

Lineneutron, rascunho de 03/09/09, 23:25



Não gosto do formato "querido-diário-hoje-fiquei-com-dor-de-barriga", mas nem sempre o querer escrever supõe um saber o que escrever.

Como diria o Profº Trombetta, a vida é chata, monótona, e são raros os acontecimentos abaladores. O calor campobonense deixa tudo mais lento ainda, motivo pelo qual me vi passando grande parte da tarde (dormi até as treze) vagando pela internet. Depois, assisti a O Jardineiro Fiel e a O Diabo Veste Prada. Não vou ficar discorrendo sobre minha avaliação dos filmes: já acho chato vindo dos entendidos, imagine de alguém que não se pode declarar cinéfila. Pra mim, são ótimas películas, e isso é o suficiente pra fazer o registro.


Enfim, sigo na companhia da família e do blog. Nenhum e-mail, dois conhecidos online com os quais não teria por que conversar, nada mudou nessas nove horas. E constatei, pela trocentésima vez num ano, que estou terrivelmente certa naquilo que gostaria de estar aliviadamente errada. E é uma merda, sabe? Quando já se conhece o segredo por trás do truque de mágica, não tem mais graça... Pior é que eu ainda fico esperando que algo me surpreenda, caem as cortinas e permaneço imóvel, mesmo sabendo que essa porra de mundo continua girando lá fora e aqui dentro, e que talvez existam coisas melhores pra se fazer. Mas não estou reclamando, apenas constatando. Sei de meus plantios e de minhas colheitas. Sei que o mágico não tem a menor obrigação de evitar minha decepção, se o restante do público aplaude tanto. Só acho que, às vezes, preciso ser mais pessimista... Preciso parar com esse vício tolo de esperar por tudo.