quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Tutulina, Jub Jub da Line

"Jub Jub é a iguana de estimação de Selma, irmã de Patty. Jub Jub foi ganho por Jackie Bouvier como herança de Gladys Bouvier, mas Selma precisava muito mais de uma companhia do que sua mãe, e por isso ficou com a iguana."


Tutulina tem me pegado pra filhotona: é só eu começar a fazer carinho que ela lambe minha mão concentrada e laboriosamente. Só falta exclamar: "quantas células mortas aqui! E que dedos sujos! Espera que já vou dar um jeito nisso". E eu aguardo pacientemente, visto que só a tinha visto lamber a si mesma e aos falecidos filhotinhos, o que faz com que me sinta sua família também.

Quem diria que um dia eu teria uma gatinha de estimação... Tão bagunceira e tão chata... Tão Lineneutron-chá-de-maçã! Nada como encontrar os pares!

- Tutulina, Jub Jub da Line, não importa quantas vezes espalhares minhas calcinhas e meias pelo chão do quarto, ou pisares no meu teclado enquanto estou digtando, ou fizeres chantagem emocional até ganhar um pedaço do meu sanduíche: sempre serás uma grande companhia, a bichana sapeca que deixa mais doce o meu chocolate.

sábado, 26 de setembro de 2009

I miss us...

A trilha de The O.C. às vezes parece "tão Aline" que chega a doer... E nem sei bem se é por quem fui, ou ainda sou, ou penso ser, ou lembro ser ainda sendo, ou, simplesmente, querendo poder ser de novo...

Sinto falta do Renan, de como éramos juntos, da Aline que só passou a ser e só poderia ser com ele... E eu queria dizer que sinto muito, porque talvez as coisas fossem mais fáceis se eu não me sentisse tão "desabrigada"... Porque eu estou sempre olhando pro nada e pedindo que o pesadelo acabe... Porque às vezes me cobre a cabeça uma amargura tão grande, que eu tenho medo que ela fique, e é difícil, por mais que eu ainda consiga manter certo equilíbrio...

Aparentemente, sou mais velha do que diz minha idade biológica, mas quem disse que coração segue aparências? Eu sou a guriazinha no relento, no banquinho do lado de fora, esperando pra voltar pra dentro, pra cama quentinha, pras pantufas. E quando chove, eu choro um pouquinho, porque esse banco é meio duro, porque sou boba, porque nem entendo muito bem o motivo de essa porta não abrir, mas simplesmente aqui estou, assim como o tempo simplesmente passa, assim como chocolate simplesmente é bom.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Procura-se. Sempre.


Milhões de coisas pra fazer, maldita profissão docente... A gente nem começa a trabalhar e já se inicia a exploração, ora bolas... Mas preciso dar um tempinho aqui, senão não aguento.

Se meu sono acumulado fosse dinheiro, eu já estaria fazendo a festa no shopping. Mas fazer o quê, se sono acumulado só gera cansaço acumulado... Num dia, tomo meio litro de Coca; no outro, um pouco de café... Mas eu quero mesmo é que chegue o final de semana. - Pra quê? Pra dormir, é claro! E pra estudar! Grande bosta de mundo acelerado... Como andei dizendo por aí, nem pra ficar triste a gente tem tempo mais.

Falando em tristeza, Tutulina é a mais nova monochocolática... Tadinha, ainda mia comprido procurando os filhotes, e eu, que não posso fazer nada, fico apenas miando junto em pensamento... Só que a diferença entre nós duas é que eu estou sempre à procura, até daquilo que já sei onde está.

sábado, 19 de setembro de 2009

Monochocolática


Meu nome é Aline. Sou um pouquinho contraditória, um pouquinho descuidada, um pouquinho dispersiva, um pouquinho melodramática. E eu acredito, piamente, no poder da autoanálise.

Meu ID pede passagem. A rotina tem me esgotado a ponto de meu celular não ser mais suficiente pra me acordar. E nas sextas eu sempre volto com mais bomba na bolsa... Nas sextas, eu visualizo um final de semana com mais tarefas do que lazer.

Em suma, Lineneutron segue na rota desconhecida da vida... Com vontade de sequestrar uns e espancar outros, com sono demais e tempo de menos, com porcarias demais no estômago. Meus caminhos se multiplicaram, mas não as possibilidades. E quando penso ter descoberto novo trajeto, tombam árvores gigantes no meio do caminho, encerrando-me na minha própria insignificância.

E eu tô tão cansada... Eu queria que tivesse alguém aqui e não tem...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Nasceram!


Estão dentro do meu guarda-roupas, na parte inferior onde eu guardo (guardava) calçados. E são lindos! E que ninguém me venha dizer que filhotinhos de gatos são todos iguais, porque os Tutulininhos são os mais lindos!

Na verdade, a minha Jub Jub não foi nada clássica ao entrar em trabalho de parto. Não prega o senso comum que gatas sempre são ótimas parideiras? Pois Tutulina começou a gemer de dor ontem ainda, andava miando pela casa toda e, quando minha mãe chegou, havia um gatinho morto e um vivo ao seu lado, e a pobrezinha tava mais pra lá do que pra cá. Por MSN eu já disse que, por mim, era melhor levá-la ao veterinário prontamente.

Cheguei da aula uma pilha, com medo de que algo tivesse dado errado. Contudo, as portas entreabertas da parte esquerda do meu roupeiro de imediato anunciaram a boa nova: nasceram! E são tão fofos que já fico até triste por não ter condições de ficar com tantos bichanos... Mas o importante é que deu tudo certo. E a Tutulina, depois de nascer no mato, passar-se por macho e ser adotada, vira uma mãe de respeito, com direito a cadastro na clínica veterinária e tudo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Não sei por quê, só sei que é verdade


Num dia mais que especial, meu amigo me questiona sobre verdade... Um tanto quanto inusitado, mas aceito mesmo sem compreender o todo... Só sei que, como em todas as noites, vou dormir abraçada à minha verdade, à que me diz quem sou, à que me faz sentir o que sinto, à que me move simplesmente.

Platão disse que a realidade está naquilo que não podemos ver...
Platão disse que a verdade está naquilo que não muda.

Portanto, aquilo que não se apaga é a minha verdade. E as verdades não precisam se justificar, porque o que exige justificativa são as mentiras, as quais requerem constante convencimento.


sábado, 12 de setembro de 2009

Chocolate é pra inteligentes


Finalmente, assisti ao Primeiro às Damas! Foi melhor do que o imaginado. E sabe que o Jorge da Borracharia nem pareceu tão engraçado quanto os demais personagens interpretados por Cris Pereira e Lucas Krug? Penso que é porque tinha uns idiotas que não paravam de antecipar suas falas... Todo mundo sabe que ele foi visto mais de meio milhão de vezes no Youtube, então pra que fazer tanta questão de mostrar que também viu?

O ruim desses espetáculos cheios é a estúpida "grande massa" que acaba entrando. Como disse uma senhora ao meu lado, pelo jeito vai demorar para o pessoal campobonense acostumar-se a ser educado dentro de um teatro. E eu, apesar de não primar por etiqueta e protocolo em minha vida, sei muito bem que não tem cabimento deixar uma cadeira vaga bem no meio da platéia, até ouvir a mesma voz que anuncia que alguém deixou as portas do carro abertas pedir para que, por favor, ocupem-se os lugares vagos para que outros possam sentar-se também. E se está estabelecido que não se pode comer no ambiente, não vou levar um saquinho de pipocas comigo! E se o horário da peça é às vinte horas, como espectadora devo ser pontual, evitando transtornos e respeitando o artista!

Sim, sei que sou chata! E eu odeio gente burra, mal-educada e sem cultura! Acredito que inteligência não é uma questão de conhecimento acumulado, é, antes de tudo, saber ter respeito. Odeio esses burróides, como diria a Caracol. Que pelo menos acostumem-se logo a ser gente, ou então que economizem o dinheiro do ingresso e fiquem em casa vendo Zorra Total.


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Chocolate verde vital


Passei o dia todo andando sobre botas de salto 10,5 centímetros. Neste exato momento, em confortáveis pantufinhas de leaõzinho, meus pés dizem aleluia.

Que chuva boa pra dormir, pra acordar tarde... Só de pensar na aula pé no saco que vou ter amanhã, já bate o desânimo. Nem li a parte do livro do Freire que deveria ter lido. Com todo o respeito, achei chato pra caralho. As voltas e voltas que ele dá em torno de um mesmo tópico são demais pra cabeça de quem trabalha, estuda e tem internet em casa. Quem sabe daqui a um tempo minha opinião mude... Ou não, né.



Renan e eu conversamos ontem... "Saudade de quando o tempo não era tão curto", disse ele... Sempre reticente, como eu me tornei após conhecê-lo, em tantos dos famosos três pontinhos por demais exaltados pelo Mario... E ainda escrevemos tudo entre parênteses, hábito antigo.

Em breve, fará três anos que nos conhecemos. E aí eu fico pensando sobre como esse troço estranho que a gente chama de vida é realmente bem curioso... Mas sabe
que às vezes é bonito também?...


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A porta de chocolate dá no Clube do Grinch



"Creio que a diferença entre escrever um blog e escrever um diário de vida está em que o diário de vida o escreves e depois o fechas com chave e o escondes sob o travesseiro.

O blog, em tanto, escreve-o dizendo-te a ti mesma que ninguém tem de lê-lo, mas sabendo, no fundo, que existe a possibilidade de que alguém o leia… e com a esperança de que isso ocorra. E creio que, se eleges escrever um blog, devesses eleger também o ativar os comentários nele.

Dessa maneira, abres a porta a que um eventual leitor(a) possa comunicar-te que esteve aí, comunicar-te talvez que sente como tu, que se sente triste ou melancólico, que passa as festas tão só como tu, ou – simplesmente – que lhe agradou o que escreveste…

Não todos os viajantes da ciberesfera têm a imaginação necessária para procurar teu email e escrever-te, e deles, poucos têm o valor de decidir-se a fazê-lo, temendo talvez estar invadindo teu espaço pessoal…

Não é bom – creio – abrir a janela de teu coração, para que os transeuntes se assomem, se não abres também a porta, para que possam compartilhar contigo…

Entendo que muitas vezes se possa ter temor a interagir com pessoas virtuais que não conheces, mas se manténs tua privacidade – como fizemos entre nós – sem levar as coisas além do que a compartilhar um pouco do que sentimos, de nossas carências, de nossos sonhos, encontra um um meio de não estar tão só e tão triste…

É isso, ou o remédio de Tutulina: tomar-te a vida como vem, sem azararte por nada, desfrutando de tender-te um momento ao sol, de descansar tendida sobre a cama sem pensar em nada mais que na próxima lata de comida para gatos… e de desfrutar da companhia de quem tens perto, sem pedir mais do que essa cercania, e sem entregar bem mais do que essa permanente presença…

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Passei uma vez – no início de meus tempos – um natal só, encerrado numa lóbrega habitação, acompanhado de um camastro e uma desvencijada cadeira, e sem mais do que comer do que uma lata de sardinhas em molho de tomate, e uma cebola, e sem nada mais que beber que um par de copos de água…

e sobrevivi…!!

Pelo geral, odeio as festas de fim de ano… são uma época em que nos pomos tontos, e nos deixamos entristecer e choramos nossas amarguras e nos deprimimos e caímos num buraco tão profundo, do que – às vezes – não todos podem sair…

E, que faz importante ao fim de ano? Por que temos de ofrendarle nossa saúde mental?
Por que temos de sacrificar em seus altares nosso coração e banhá-los com nossas lágrimas?
Em fim de um calendário, e o início de outro, não são diferentes ao resto de nossos dias, e se podemos viver arrastando nossos ônus o resto do ano, por que não o fazer também esse dia…?

Ou talvez viste a Tutulina mais triste esses dias…?

Anima-te, deixa de estar triste por esses 'dias' para os quais ainda faltam meses… une-te ao Clube do Grinch!!!"

* *, 26º e-mail, segunda-feira, 7 de setembro de 2009, 5:21:49


sábado, 5 de setembro de 2009

Hospício mental de chocolate


Ontem, passei a primeira metade da aula comendo porcaria com a Lidi no Happy. Na segunda metade, fomos pra sala, mas só pra ficar no fundão confeccionando as criativas lembrancinhas que ela bolou pro seu chá de panela.

Como se pode perceber, pra mim a aula se sexta sucks tanto quanto esse meu final de semana comprido. A rotina tem me custado as energias, mas ainda assim não gosto dos feriados. Não gosto das datas comemorativas e odeio pensar que está chegando o Natal. Queria parar de associar essas coisas, queria viajar ao final do ano, mas será que sozinha e longe de todos não vai ser pior?

...Apesar de que eu sempre tenho passado essas datas sozinha! Teve um Reveillon que eu passei navegando no Orkut (quando tinha Orkut), e duas vezes eu fiquei a noite toda tomando Coca, chorando e ouvindo música. Os finais de ano sempre me despejaram as angústias que eu engoli o ano todo. E isso não é pra ser um estilo mórbido ou algo do tipo, é só um dado estatístico. Nos finais do ano e feriados, quem eu amo some, por exemplo.

Sinto falta das sessões de psicoterapia. Escrever sobre isso também é uma forma de pensar racionalmente no que anda acontecendo, mas não sei se é o suficiente. Faz uns dias que tenho percebido uma falta de controle emocional quando fico sozinha. Eu chego da Uni, olho pro calendário e me desespero; faço pseudoburacos no chão do quarto; miro, inconformada, a minha tristeza no espelho. Depois eu respiro fundo, vou pra cama e deixo o novo dia apagar o que passou.

O Renan tem sido um bom amigo e faz o possível pra me compreender e me apoiar, e penso que é por esse motivo que sinto ainda mais urgência em superar o acontecido. Eu sou a acidentada melancólica que precisa se levantar da cadeira do sofrimento, segurar-se nas barras do ânimo e firmar os pés no chão por todo o trajeto... O problema é que tenho caído vergonhosamente no meio do caminho, e me emaranhado perigosamente numa prisão mental bem maluquinha.



P.S.: ...A antítese entre o humano e o irracional: eu, a ponto de arrancar os cabelos, contemplo a Tutulina preocupando-se apenas em lamber o próprio pêlo.


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Substantivando os adjetivos de fim do dia

A molambenta chega na Uni tão escroncha que, toda vez que passa e alguém ri, suspeita ser o motivo.

A sonolenta simplesmente vê as letras do texto de filosofia se embaraçarem por completo, enquanto os ouvidos penam pra apreender a menor das sentenças.

A esfomeada aproveita o intervalo pra comer um pão seco que (diz a plaqueta) contém frango e requeijão em algum lugar.

A azarada toma chuva forte no caminho de volta ao ônibus e, tardiamente, descobre que o trajeto escolhido é o mais demorado e o menos coberto.

A tontolina desperdiça o tempo no micro desenhando realidades utópicas que lhe seriam agradáveis.

A brasileira chega em casa com os pés encharcados, cheiro de cachorro molhado e semblante mais que exausto.

A consumidora constata que recebeu o livro do Freire comprado pela internet, o que significa mais horas acordada pra fazer a leitura.

A sonhadora está ciente do parco tempo restante, mas ainda insiste em escrever o inútil e pensar no improvável.

A carente se dá conta de que ninguém vai aparecer pra conversar hoje.

A bobona fica triste com o barulhinho da chuva caindo na noite morna.