terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Tutulininhos

Estão por todo lado. Ora na sala, ora no banheiro, ou em cima do rádio da cozinha. A Tutulina se estressa por não mais conseguir controlá-los, resmunga pra cá, pega um pelo pescoço e leva pra lá, resmunga de novo. Prendê-los nem pensar, ela não deixa. Estão aprendendo a comer aos poucos, mas ainda mamam muito, brigam por teta às unhadas e a coitadinha da mãe sofre. Estão todos bem gordinhos. E tão bonitinhos!...

Queria poder ficar com eles, virar a louca dos gatos de vez, mas não é muito fácil ser mãe de sete filhos hoje em dia, ainda mais pra quem mal fica em casa. O problema é que também não está sendo fácil encontrar quem queira adotar um felino... E aí não posso deixar de confessar que queria muito poder disparar um "pois-é-não-deu-fazer-o-quê-vamos-ficar-com-eles?" e encerrar essa história de ficar implorando pra que alguém queira torná-los parte de sua vida.

E depois dizem que dinheiro não traz felicidade... Se meu coração e meu bolso tivessem o mesmo tamanho, teria muito menos o que lamentar.


domingo, 3 de janeiro de 2010

"And I'm on my way to believing"...

31 de dezembro. Rodoviária fechada e vazia, e eu esperando o último Citral pra Porto Alegre. O ônibus chegou, entrei e liguei o MP4, como de costume. Uma música da GaGa, barulho de fogos antecipados ao longe, céu límpido... E lágrimas! De repente, sem aviso interno, comecei a chorar como um bebê, sem poder me conter, atônita. Estaria o ano inteiro caindo sobre minha cabeça? Não, a resposta era muito mais simples: foi meu primeiro Reveillón longe da família, e isso me afetou de tal forma que me vi completamente emocionada, e me veio uma saudade intensa como se eu fosse pra muito longe, uma ternura perplexa de quem se dá conta de onde está e sempre estará o seu porto mais seguro. Chorei de amor por eles. Mandei um torpedo singelo - "Feliz Ano-Novo. Amo vocês" - e sequei as lágrimas. Chorei de novo quando passei na frente da Unisinos. Conferi a maquiagem no espelho, aumentei o volume do som e segui viagem.

Elton estava me esperando, pegamos um táxi até a Usina do Gasômetro. Brindamos ao Ano-Novo com Jair Rodrigues, fogos, beijos e chuva de espumante barato. Voltamos pra casa de ônibus lotado, carregando um litrão de Coca gelada.

Ganhei meu presente de Natal atrasado: o segundo livro do Natal Augusto Dornelles, Mosqueteiros Tricolores - o primeiro eu já tinha, autografado - e outro do Içami Tiba, Família de Alta Performance (conta o Elton que não prestou atenção nas letras garrafais do título e só leu o subtítulo, "conceitos contemporâneos na educação", não se dando conta de que o foco da obra é educação familiar. Mas já comecei a lê-lo, e o livro é interessante pra qualquer pessoa que viva em família). Adorei os presentes e o cartãozinho.

Acordamos tarde, comemos massa, caminhamos pela Redenção, rodamos a cidade atrás de um shopping aberto até chegar ao Praia de Belas. Tentamos pegar um ursinho naquelas maquininhas de moeda, mas não deu certo. Elton jogou o Fifa 2009 e perdeu de um a zero. Fizemos tão feio no Guitar Hero que eu agradeci por ser feriado e ter pouca gente ali. Como maus perdedores, desistimos de brincar e fomos ver Avatar. Eu até que queria jogar Guitar Hero de novo, mas ele não quer voltar lá nunca mais. Ainda assim - e por isso mesmo - foi bem divertido.

O sábado passou rápido, mal deu tempo de eu ser achincalhada por lambuzar até o focinho comendo cachorro quente, e depois correr pra pegar o ônibus das duas. Cheguei a tempo, liguei o MP4, reabri o pacote de presente, peguei o cartãozinho e li, mais uma vez, as simples palavras. Te amo sempre. Um coração desenhado, e o nome abaixo, em letra cursiva. Elton. E eu pensei um monte de coisas. Pensei no abismo de um ano atrás, nas promessas quebradas, nas palavras perdidas... Pensei que cheguei a pensar que nunca me recuperaria, que a dor me consumiria silenciosamente, que derrotas eram pra sempre. Mal sabia eu que ainda havia muitas coisas a descobrir...

E eu descobri que, se uma última chance não me foi dada alguma vez, não significou que não haveria mais chances. Que o Acaso não joga pra um lado só, que o tempo às vezes fica apenas esperando que eu me levante e ande, mesmo cambaleando um pouco. Que o ato de perdoar começa pelo perdão a mim mesma, que sou tão capaz de errar quanto de aprender com os próprios erros. Que eu também posso me dar chances. Que essa vida é tão dinâmica a ponto de o pensar muitas vezes já ser o sentir, mesmo que não se note. Por conseguinte, quando cogitei me dar uma chance, já estava me dando... Quando pensei em voltar a ter esperanças, já estava tendo... E quando percebi que seria capaz de amar de novo, já estava amando.



quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Onda

Consegui levantar mais cedo, às dez, e deu pra tomar café - geralmente, tenho acordado quase na hora do almoço. Comi torradinhas com patê e suco de uva. Saí de casa pra dar comida aos gatos da rua e minha testa esquentou como se encostara num ferro quente. Esse calor está desumano.

Não tenho muito o que dizer... O blog é meu lugarzinho aconchegante pra onde sempre posso vir, tenha ou não o que escrever. Neste simbólico último dia, não me dou o trabalho de ficar nostálgica, nem tenho medo do que pode vir amanhã. E por que teria? Porque vou mudar de calendário? O máximo que fico é desgostosa pelos dias quentes que vêm por aí... O resto não muda tão fácil.

Eu quero mesmo é continuar seguindo, sem definir muito os caminhos, sem ter vergonha de me contradizer. Sou só mais uma onda breve, meio frustrada e meio realizada, meio desastrada, mas abençoada. Sou mais uma gota desse mar revolto que um dia me traz à superfície e no outro me arrasta corrente adentro, e que um dia desses me afoga, pra nunca mais voltar à tona.


Pela manhã
O mundo acorda esperto
O sol de olhos abertos
Pela manhã

Pela manhã
Nesse mundo que muda
Surfamos como um buda
Pela manhã

Então mergulho onde estou
A onda breve que sou
Pro oceano me vou
Pela manhã

Vou me ligar
Em ser feliz e atento
Com o que levo dentro
Vou me ligar

Não vou parar
Enquanto a liberdade
Não for toda verdade
Não vou parar

Então mergulho onde estou
A onda breve que sou
Pro oceano me vou
Pela manhã...

Nenung

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Shoot!

"Nunca deixe de dizer exatamente aquilo que você quer dizer. E certifique-se de que a outra pessoa tenha entendido o significado do que foi dito".

Profª Marly Mallmann, papo descontraído sobre relacionamentos durante a aula de Profissão Docente, Unisinos, 2009.

Fui ao cinema ver Código de Conduta. Ótimo filme. Pra variar, além de minha irmã e minha prima, havia apenas um sujeito na sessão... Tenho uma teoria a respeito do cinema de Campo Bom: se um dia a prefeitura privatizá-lo, o ingresso em promoção subir de três pra quinze reais e for colocada uma placa bem grande escrito GNC ou algo parecido, o pessoal vai começar a achar "superpop" frequentá-lo mais vezes. Por enquanto, noventa e nove por cento dos campobonenses prefere afundar o bundão no sofá pra ver novela, talvez reclamando por que raios o cinema não está exibindo Lua Nova - e dublado. Vai saber, cada um com seus paradigmas.

Por ora, estou tentando dizer o que preciso dizer antes que o ano acabe... Recorrendo a uma das frases mais clichês da face da Terra, estou buscando abrir o coração e ser o mais sincera possível. Achei essa frase aí em cima nos rascunhos, sabia que ela logo se encaixaria nos meus escritos bobos. Grande Profª Marly, me tirou o couro com tanto trabalho, corri atrás do tempo nas últimas madrugadas mas não deu pra tirar um segundo dez... Na hora de revelar os meus nove e três décimos de nota, ela me olhou como se eu fosse uma criança grande que esqueceu de fazer o tema e disparou: "O que aconteceu, dona Aline? Esperava mais de ti"... E eu acho que até fiz beicinho de tanto que ela me envolveu! Grande Profª Marly...

Dei-me conta de que seu simples conselho é imprescindível, que realmente não basta dizer tudo, precisamos ter certeza de que fomos ouvidos e compreendidos. Eu não quero mais ter dúvida se disse ou não tudo o que tinha pra dizer, inclusive a mim mesma. Corro os riscos e me coloco à disposição, caso seja necessária alguma legenda, ou ilustração, ou encenação ou post scriptum. É muito melhor do que espremer tudo em abarrotados depósitos interiores, já deteriorados devido à superlotação.


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Abbey, 24 e 25

Como diria Caracol, o Abbey tava diver. Comemos salgadinhos e bebemos uns goles de caipira na festinha de aniversário da Deh e fomos pra Nóia. O Elton topou ir em cima da hora, e quatro pessoas se espremeram no banco de trás do carro do Roger.

Era dia de karaokê no Abbey Road, mas nem nos arriscamos a chegar perto do microfone. Numa mesa longe do palco e perto do bar, Monique comandou as loucuras e rimos muito. Bebi só um Beijo do Vampiro - em tempos de Crepúsculo, parece que até nisso a gente tá seguindo modinha - e depois me entupi de água.

O Abbey é um lugar que eu queria conhecer há tempos, e me senti bem à vontade sem estar podre de bêbada. A música alta - mesmo quando os amadores bêbados eram ruins de vomitar - tava boa, adorei a decoração de quadros dos Beatles e tinha uma Monalisa ao lado da porta do banheiro.

Chegando em Campo Bom, fizemos nossa releitura - ideia da Monique, óbvio - de uma das fotos mais conhecidas do mundo: atravessando numa faixa de segurança qualquer em plena madrugada, estrelaram Monique-Homer-Lennon, Débora-Marge-Starr, Carolina-Bart-McCartney e Aline-Liza-Harrison. So cool.


O Elton ainda foi trabalhar ontem, e veio à noite pra ceia. Meus pais foram pro lugar de sempre, mas não topei ir junto. Acordei às dez e meia, lavei a louça, estendi umas roupas e coloquei mais pra lavar. Esquentei o arroz e a ave gorda melhorada geneticamente que a Sadia chama de Fiesta, fritei farofa pra pôr em cima do aipim - receita da mamãe -, acrescentei a maionese que também sobrou, abri um litrão da bebida favorita do Papai Noel e estava feita a comemoração.

Quanto ao que comemorei, nem eu sei direito... Acho que é porque já passei por essa data bem abichornada, mas hoje não estou triste. Tenho lá minhas mágoas, é fato; tenho um pouco de raiva e de culpa. Mas é impossível ser humano e puro ao mesmo tempo... Sempre ficam uns pontos sem nó, que, mesmo que se passasse cola quente, não se juntariam; sempre ficam uma saudade, uma dor e uma dúvida: três botõezinhos em verde brilhante, guardados, silenciosamente, Aline adentro.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Aline sucks

Sangrei a gengiva passando fio dental. Veio bastante sangue mesmo, vi um sorriso vermelho de metal. Enxaguei a boca, fiz bochechos com flúor, tomei banho, lavei os cabelos, passei o secador, o creme de ácidos do dermato e o de pêssego da farmácia.

Fui buscar um copo com água e acabei voltando somente com o copo, levei-o de volta junto com outro copo de água velha, e voltei com o copo vazio de novo. Na terceira viagem, focalizei bem os passos pra não esquecer a bendita água e conseguir tomar meu floral calmante. Acho que não estou legal.

Se segunda-feira é sempre segunda-feira, não vai ser na penúltima do ano que certas coisas vão melhorar. A programação da família pro dia vinte e cinco - a mesma de todo ano - não me anima, o verão começou oficialmente e o filho retardado e chapado do patrão fica enchendo o saco. Meu ventilador de teto estragou. Meu MSN sucks.


...E esse é mais um post animadíssimo dessa pessoa tremendamente alérgica a espírito natalino... Esse ser birrento que, daqui a cinco minutos, vai ficar beiçudo e começar a chorar; essa criatura cabeçuda que está com sono mas não vai dormir, que está confusa mas não sabe as respostas nem as perguntas, nem por onde começar, nem no que acreditar. E antes que os mosquitos a comam viva, ela vai pra cama fechar os olhos, e torcer pra que os sonhos não a encontrem.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Num mar só (Vanessa Fersan)

Ele decidiu que não ia mais chorar. Além de querer ser forte, parar de ser tão sentimental, gostava de entender que podia controlar o aperto do peito, o turvo pré-lágrima dos olhos, o desespero. No começo, teve medo de ficar entupido de lágrimas, e afogar-se nelas, ele se transformaria em um mar de água de mágoa? O mar da água salgada. Ora água mansa, ora água brava. A maré controlada pela Lua. Ele sempre se fascinou com o mar. Analogias à parte.

Ele tinha medo de imaginar no que ele poderia se transformar, sugar as lágrimas de volta com os olhos era muito recente pra ele. Novidade desconhecida e desacreditada. Ele nunca tentara isso antes. Poderia ser fatal?
Mas ele estava decidido. Água salgada no rosto de novo, só do mar. E segurou, durante a vida, as lágrimas de marés bravas e mansas. No começo desviava o pensamento da água. Balançava a cabeça em forma de negação, como se espalhasse as gotas de volta pra dentro. Passeava de barco sobre a tristeza, sobre a raiva ou sobre a emoção da alegria. Não assistia mais a certos filmes, não ouvia mais certas músicas, se desfez de toda lembrança molhada. Com o tempo, foi ficando incapaz de se magoar, ou apenas já não prestava mais atenção no que sentia, não olhava mais pra dentro. Ele desaprendeu a chorar. Era o homem que não chorava. E nem o mar ele viu mais. E, por consequência, foi ficando incapaz a tudo o que poderia gerar qualquer sentimento ou sensação forte.

A gente só se magoa quando antes existia um sentimento "bom", que nos satisfazia de alguma forma, e aí fazem desse sentimento "bom" um quebra-cabeças de milhares de peças. E você monta o brinquedo inteiro, mas descobre que perdeu a última peça, que nunca mais terá um encaixe. E, com o tempo, já nem se lembra qual o pedaço de desenho que faltava no seu quadro preferido. Então, pra evitar a tristeza, ele evitava o prazer, a alegria, a paixão, o amor e qualquer afeto.

O tempo foi se renovando mais e mais, e ele envelhecendo. Moço, ele parecia um deserto, ou era muito quente, ou era muito frio, sempre sozinho, sempre. O máximo que acontecia era um vento mudá-lo de lugar. Há anos não chovia por ali. Não havia vida senão a sua própria.


Envelheceu, envelheceu muito e rápido, como areia de ampulheta. Sua expressão era seca, suas rugas desenhavam seu rosto como chão de sertão. Sua voz era rouca. Nada que se via nele lembrava água. Vivia sozinho na sua casinha no centro da cidade, onde passou a vida nos bares com os poucos amigos, com um boêmio amigo e poeta a cada noite. O que existia de mais molhado nele era sua poesia. Mas era poesia que não saía do papel, que não combinava com seus olhos secos contornados pela pele rachada. Sua vida o fez se transformar em um grande sertão esquecido por qualquer tipo de outra vida.

Adoeceu. O seco de ser deu um câncer ao seu coração. Tarde, ele não poderia se salvar.
Não chorou nem pela morte. Mas passou o pensamento pelas lembranças. E conseguiu alcançar um mar de sentimentos que há anos nem ele lembrava que já tinha nadado. Se lembrou do amor, em todas as suas formas, que para ele era uma pérola protegida por uma concha rosada. Se lembrou da saudade, que era o salgado nos olhos. Se lembrou como era se afogar naquele mundo de água salgada, gota por gota, que há tempos já não saía por seus olhos. Por um momento, quase perdeu o controle deles. Mas engoliu o molhado e continuou seco. Porém agora, ele tinha um intuito diferente. Queria guardar o mar dos seus olhos como um presente. E guardou.

No dia em que ele amanheceu mais disposto, o coração menos cansado, o corpo menos fraco, juntou as moedas. Pegou seu cigarro e comprou um vinho. Foi até uma rodoviária e comprou uma passagem de ida. Não escreveu nenhum bilhete. Ele não tinha a quem deixar um bilhete.

Sem malas, entrou no ônibus. Não deu bom dia ao motorista, há tempos largou esse costume.
Sentou na última poltrona, do lado direito do ônibus, afim de se isolar. Durante toda a viagem, ele não tirou os olhos da janela. Sua vida ficando pra trás do chão da estrada. Chegou ao seu destino como uma águia que pousa sobre o pico de uma montanha, segura, certa, como quem sempre soube o que estava fazendo, solitária, porém sábia.

Descalçou os sapatos. Pisou na areia, espreguiçou os pés nela. Há tempos ele não sentia uma sensação tão forte com um ato tão sutil.
Correu até o mar. Na corrida, caiu derrubado pela primeira onda, se levantou e gargalhou até a barriga doer. Há tempos ele não era feliz. De dentro da água, levantou os braços pro céu, ergueu a cabeça em direção ao sol, sentindo seus olhos se fechando pela luz. E viu que, dentro daquele corpo seco, existia um cara que se inundou por dentro a vida inteira pra poder deixar a vida de fora seca. E chorou, chorou até o rosto doer, em prantos, em soluços, suspiros, até o corpo ficar mole, como se sua alma fosse voar. Chorou a vida inteira que o tinha inundado por dentro. Estava tudo lá, dentro daquele corpo seco. O salgado das águas se misturando numa água só. Espremeu nos olhos a inundação de todos aqueles anos secos.

E com alívio, se virou do avesso.


E nas águas misturadas, virou um mar só.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

I'm BACK*

*Todos os direitos reservados a Lost Princess e Ashley Tisdale


Gente, tô muito bêbada. Nem sei o que estou escrevendo, não me encontro nas letras, tudo gira. A gangue da recepção se reuniu de novo, ao som de Lady GaGa e pizza e vodka e morango e leite condensado e vinho e açúcar e limão. Muita loucura. Assuntos em pauta? Relacionamentos, sexo, trabalho, planos, frustrações, sexo de novo. O Roger - namorado da Monique - quebrou o galho e nos deu uma carona, o que impediu meu pai de me ver nesse estado calamitoso.


Enfim, estou de volta! Muito fora da casinha, e contente por saber que há pessoas que se importam com esse cantinho, como a Deh, que vê meu blog todos os dias. Esse é meu espaço, sempre será, jamais o abandonaria. Quero dizer que estava precisando - e muito - de uma embriaguez como essa... E puta que pariu, amanhã vou ter que trabalhar! Foda-se o capitalismo! Gurias, vocês são demais!!! Amo vocês!!!

A gente se vê amanhã, na sem-gracice da sobriedade. See you...


P.S.: Não consigo ter plena certeza se a foto é assim mesmo ou se sou eu... Amanhã eu tiro a prova. Beijos!


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

"A gente nasce e morre sozinho. As pessoas nem sempre nos acompanham, elas também mudam, elas também vão embora".

Profª Nara, apud Avó da Profª Nara, Unisinos, 2009.


Quando a gente não quer falar, marca outro dia; quando a gente está conseguindo falar, deve dormir porque nos fará bem... Ao menos escrever me faz bem antes de dormir.

Não sei por que desengatei a pentear os grossos cabelos dos ovos... Talvez por querer verificar se cabelos nos ovos são escolhas. E que coisa dolorosa é cogitar que certas escolhas já foram feitas...

Hoje, eu queria ser uma coisa boa. Sabe aquelas coisas boas, que quando alguém vê ou lembra, diz "hum, que coisa boa"? Assim... Mas sou humana demais pra isso, sou contraditória demais. E eu sinto saudade da Aline que não conhecia a dureza de buscar verdades, correndo o risco de encontrá-las...