Consegui levantar mais cedo, às dez, e deu pra tomar café - geralmente, tenho acordado quase na hora do almoço. Comi torradinhas com patê e suco de uva. Saí de casa pra dar comida aos gatos da rua e minha testa esquentou como se encostara num ferro quente. Esse calor está desumano.Não tenho muito o que dizer... O blog é meu lugarzinho aconchegante pra onde sempre posso vir, tenha ou não o que escrever. Neste simbólico último dia, não me dou o trabalho de ficar nostálgica, nem tenho medo do que pode vir amanhã. E por que teria? Porque vou mudar de calendário? O máximo que fico é desgostosa pelos dias quentes que vêm por aí... O resto não muda tão fácil.
Eu quero mesmo é continuar seguindo, sem definir muito os caminhos, sem ter vergonha de me contradizer. Sou só mais uma onda breve, meio frustrada e meio realizada, meio desastrada, mas abençoada. Sou mais uma gota desse mar revolto que um dia me traz à superfície e no outro me arrasta corrente adentro, e que um dia desses me afoga, pra nunca mais voltar à tona.
O mundo acorda esperto
O sol de olhos abertos
Pela manhã
Pela manhã
Nesse mundo que muda
Surfamos como um buda
Pela manhã
Então mergulho onde estou
A onda breve que sou
Pro oceano me vou
Pela manhã
Vou me ligar
Em ser feliz e atento
Com o que levo dentro
Vou me ligar
Não vou parar
Enquanto a liberdade
Não for toda verdade
Não vou parar
Então mergulho onde estou
A onda breve que sou
Pro oceano me vou
Pela manhã...
O sol de olhos abertos
Pela manhã
Pela manhã
Nesse mundo que muda
Surfamos como um buda
Pela manhã
Então mergulho onde estou
A onda breve que sou
Pro oceano me vou
Pela manhã
Vou me ligar
Em ser feliz e atento
Com o que levo dentro
Vou me ligar
Não vou parar
Enquanto a liberdade
Não for toda verdade
Não vou parar
Então mergulho onde estou
A onda breve que sou
Pro oceano me vou
Pela manhã...
Nenung








