Não estava pra trabalho em grupo hoje. Fiquei irritada porque nem todos levaram a atividade a sério. Poxa, não é mais fácil fazer o que tem que fazer pra depois ficar livre? Se as fotos de orkut são tão importantes, que vejam, mas então que se alienem totalmente ao trabalho em vez de colaborar pela metade. E aí um que queria ajudar não tinha intimidade com o computador, e apenas uma colega também percebeu a falta de criatividade e até de nexo na produção feita em conjunto. E nós duas somos "complicadas" por sabermos que o primeiro balãozinho a ser lido num quadrinho é o que está acima do(s) outro(s), ou à direita em caso de mesma altura. Exceções são estabelecidas por flechas indicativas... - Mas isso já é papo de velha leitora de gibis da Disney e da Mônica, e não vem ao caso.
Segurei a fome e fui pro micro muito cedo, aleguei precisar ficar sozinha. Não consigo fingir estar bem, mesmo sabendo que seria mais conveniente em certos momentos. Não faço "forcinha", não sou "parceira" pra ir contra a minha vontade quando o assunto é lazer. Se algo me incomoda, se perco o desejo de ir, de ficar, de falar, de rir, prontamente vou embora, sem dar muita explicação. Assumo tranquilamente esse problema de "communication breakdown". Infelizmente, nem psicoterapia adiantou muito nesse aspecto, porque quando percebi que estávamos perto demais de mim mesma, não fui mais às sessões.
E às vezes é tão complicado fazer autoanálise... Por mais que eu queira me ajudar, tem coisas que não conto nem pra mim mesma.
ooh yum yum chocolate, even leggo chocy bars
ResponderExcluirSe, é difícil conseguir conhecer-se um mesmo, quando não somos sinceros conosco mesmos, e fizemos questão de ocultar-nos coisas que, no fundo, sabemos melhor do que qualquer sicoanalista...
ResponderExcluirPor isso, eu não acredito em psicólogos nem psicanálises, porque por que a de ser necessária outra pessoa, para que me diga o que eu sei, e me mostre o que eu tenho dentro? Afinal de contas, pouco fazem, salvo deixar-te falar, e fazer que te respondas tu mesma às perguntas com que chegaste...
E para isso não é necessário pagar nem acomodar-se num mullido cadeirão, basta com sentar-se a sós, a olhar cair a chuva através de uma janela, e inocentar-te com teus sentimentos e pensamentos...
Quanto aos trabalhos em grupo, odiei-os sempre, em meus tempos de estudante...
ResponderExcluirTerminava por fazer só os trabalhos, e presentear o mérito a quem deveram trabalhar comigo, verdadeiras rêmoras, -ou mais bem, sanguessugas- a quem devia suportar porque, caso contrário, se alegavas ter trabalhado praticamente só, os professores alegavam que não tinha um a capacidade de trabalhar em grupo, ou bem que devia um "assumir a liderança do grupo", e fazê-los trabalhar... e te baixavam a nota ainda que teu trabalho fosse perfeito...
Uma só vez caí em isso. Em adiante, preferi trabalhar o dobro, fazer um bom trabalho por mim mesmo, sentir-me bem comigo mesmo, e arrastar o peso morto de quem deveram trabalhar a meu lado...
Afinal de contas, depois te encontras com a mesma realidade no mundo trabalhista... gente que passa as horas descarregando música, videos engraçados, fotos de mulheres, chateando, ou pediendo o tempo de qualquer maneira, para depois entregar um trabalho tardio e malfeito, sem que os chefes encontrem nada mau neles, e até lhes prefiram em alguns momentos...
E de nada vale dizer nada, poque seria "deslealdade com o colega" ou bem -como não- que não sabes trabalhar em grupo, condição necessária e indispensável para ser parte de qualquer empresa...
(bom, creio que não te estou animando muito com este comentário...)