
Certa vez, disse Meu Imaginação que eu não precisava me preocupar em escrever todos os dias, que forçar isso seria como comer chocolate sem vontade. Assenti plenamente. E volto hoje, com vontade mas sem assunto, coisas de alma gorda indecisa que está o tempo todo buscando algo pra devorar, mas que nem sempre sabe qual será a próxima guloseima. (Aqui incluo livros, filmes, risadas, companhias e momentos doces do meu caminho chocolático).
E já que o escrever basta pra lembrar, parênteses me lembram coisas boas, e reticências também... E essas coisinhas bobas, esses sentidos secretos me fazem sorrir. Eu sento no meu colo e me conto tudinho, remôo, confesso, reafirmo, reflito, suspiro... E depois saio pra brincar, fardo fútil levado ao vento, ao menos por esses tempos. Não tô pra adulta amargurada, não combina com meu esmalte vermelho e minha camiseta do AC/DC. Prefiro as gangorras de lembranças, os balanços de desejos, a relva brilhante e o gostinho de paz. Prefiro os chocolates sólidos que o tempo só faz ficarem mais cremosos... Meu coração pulsa e degusta.
"Nâo tô pra adulta amargurada..."
ResponderExcluirQue bonito se ouve isso...
Convida a sorrir e a relaxar-se, esquecendo tantas preocupacôes dos últimos días...