quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Pracinha


Certa vez, disse Meu Imaginação que eu não precisava me preocupar em escrever todos os dias, que forçar isso seria como comer chocolate sem vontade. Assenti plenamente. E volto hoje, com vontade mas sem assunto, coisas de alma gorda indecisa que está o tempo todo buscando algo pra devorar, mas que nem sempre sabe qual será a próxima guloseima. (Aqui incluo livros, filmes, risadas, companhias e momentos doces do meu caminho chocolático).

E já que o escrever basta pra lembrar, parênteses me lembram coisas boas, e reticências também... E essas coisinhas bobas, esses sentidos secretos me fazem sorrir. Eu sento no meu colo e me conto tudinho, remôo, confesso, reafirmo, reflito, suspiro... E depois saio pra brincar, fardo fútil levado ao vento, ao menos por esses tempos. Não tô pra adulta amargurada, não combina com meu esmalte vermelho e minha camiseta do AC/DC. Prefiro as gangorras de lembranças, os balanços de desejos, a relva brilhante e o gostinho de paz. Prefiro os chocolates sólidos que o tempo só faz ficarem mais cremosos... Meu coração pulsa e degusta.


Um comentário:

  1. "Nâo tô pra adulta amargurada..."

    Que bonito se ouve isso...
    Convida a sorrir e a relaxar-se, esquecendo tantas preocupacôes dos últimos días...

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