sábado, 6 de fevereiro de 2010

(Speechless title)


Que dia... Todas as conclusões me levam a crer que seria melhor eu ir embora de mim. Mandar alguém pra me alugar, sabe? Deixar toda a mobília de mágoa empoeirada - no contrato estaria escrito "em perfeitas condições" - e ficar fora por tempo indeterminado.

Tenho um monte de novelos embaraçados nas mãos, e descobri que, quando aquela minha professora da segunda série me disse que era só soprar os emaranhados que a gente saberia por onde começar, ela estava redondamente enganada. De que importa se funcionou quando a gente trabalhou com desenhos contornados de lã? Não vale mais agora.

E o que é que vale mesmo, se perdi todos os fios das meadas? Preciso pensar sobre o quê mesmo? Tô escrevendo sobre o quê mesmo? E será que isso importa pra alguém? Será que faz diferença me dizer que não devo mais acreditar em nada, nem em mim? Não faz com que eu me sinta melhor, nem serve pra dar um sumiço nesses nós tão malucos quanto os looks da Lady GaGa.



Um comentário:

  1. E a que se deve tanta confusão num dia sábado?

    Não é talvez dia de sair,
    de passear,
    de dançar,
    de beber,
    de qualquer coisa,
    menos de autoanalizarse?

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