Consegui deixar o blog do jeitinho que eu queriaêêê! Só falta a imagem, mas isso é outro dilema. Deixo meus agradecimentos a Rodrigo, que se esforçou em me ajudar com os detalhes, eu realmente não teria conseguido fazer os ajustes sem ele.
Fiquei muito tempo sem vir aqui, né? Nas férias, fiz mil coisas inúteis; na volta às aulas, minha rotina mudou bastante. Preciso fazer três horas e meia de trabalho no escritório se equivalerem a oito horas e meia. Almoço em casa e de tarde pego ônibus lotado até a Unisinos. Tenho gostado de trabalhar no PPG, é super tranquilo, tenho lido muito - em português, inglês e espanhol - e me aventurado em traduções. Quinta à noite, conheci, finalmente, a temida Célia Dóris Becker com sua Poesia Brasileira, e descobri aquilo do qual já desconfiava: muita gente não gosta porque ela faz a gente trabalhar pra caralho, mas a aula, a pessoa e o conhecimento são estupendos.
...E tem mais uma novidade que os leitores já sabem, mas que vou deixar pra comentar mais tarde. Deixa a minha ficha cair que ainda há muita coisa em que pensar, muito o que planejar... Termino contando a última do Elton, que veio me oferecer sua urgência nostálgica semana passada no MSN, e eu, como boa filha, lembrei das palavras de mamãe, e lhe disse que apostava que ele se esqueceria de tudo o que havia dito no dia seguinte. E aí foi só esperar pra ver, como quando a gente contempla um potinho de comida girando no micro-ondas. Não posso negar que me atingiu, não sei lidar com essas coisas, por mais que tenham vindo de um cretino patético baixinho e emocionalmente retardado que nem o Elton. Nessas horas eu sinto raiva dos homens, cego-me às lembranças boas relacionadas, cego-me aos sentimentos e à autora do livro adolescente que encurralava as meninas com a pergunta "se você pudesse apertar um botão que eliminasse todos os garotos da terra, você o faria?". Cego-me até ao que sinto por Renan, a toda a nossa história à parte de todos os contextos, porque no fim das contas ele está mais no contexto de assistir TV a cabo na casa da namorada do que em qualquer contexto em que eu esteja, e eu não posso culpá-lo por sua escolha, mas também não posso atribuir todas as lágrimas ao fato de que hoje expus os olhos por longo tempo à fumaça, tentando, em vão, fazer fogo no fogão de chapa.
(Menção lisonjeadamente honrosa às gurias, que sentiram falta dos meus posts).
(Imagem de Stoffel de Roover).
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