quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sordid


"Things change", como diria Roberta Close. E o tempo voa e não quer nem saber.

Acho que seria melhor colocar isso no final, mas enfim... Deixemos reinar alguma paródia de post-modernidade literária neste humilde blog de meras conjeturas jogadas à Aldeia Freeware, pincelemos uma metaficção pixelada.

Três cadeiras já encerrei, de uma já sei o resultado. Aliás a mais difícil, Literatura Portuguesa 2. Nem deu pra pensar em fazer bonito, que nessas a aprovação já está de bom tamanho. O calendário de exames em janeiro acabou de sair do forno, se tudo der certo estarei livre na terceira semana. E se Deus quiser a Karen vai se mudar no mês que vem, aí as coisas ficarão mais confortáveis aqui em casa. Amanhã preciso ir ao mercado comprar miojo e chocolate.

"Things change", diria Ricky Martin. For the good and the bad.

Quem é esse Renan do jardim que está sempre indo embora? Um "nice" opaco e fechado, um game de tiro às bolhas coloridas, um aquecedor dourado ligado, o pai falando sobre imposto de renda no Skype. E este post parece um emaranhado de nada. E o meu primo que traiu a mulher e descolou o filho que ela nunca pôde lhe dar? E o gordo e nojento perdão que ela lhe pariu? E não é mesmo sórdido este mundo? E o Renan que foi embora, mas não é que ele sempre foi embora, ele gosta mesmo de ir-se. Fiquei eu nas gares como o Quintana, com um café sem cigarro, uma casca de ferida no queixo, um amargo no piloro.

Um comentário:

  1. Tudo muda, é verdadeiro.
    Mas ainda que as vezes quiséssemos que as coisas permaneçam por sempre iguais, não fica senão reconhecer que não todas as mudanças são maus...

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