
Pois, hoje o café com o Vasco saiu. Eu toda faceira, ia encontrar alguém bonito, um bom papo e tal. Conheci-o no Pop há muito tempo atrás, desde então ele me ligou umas quantas vezes - de madrugada - convidando pra um café, o que nunca se concretizava, ou porque ele esperava que eu ligasse no dia seguinte confirmando e eu não o fazia esperando o mesmo, ou algo acontecia como contei no último post. Dessa vez eu não perdi tempo, já estabeleci dia, horário e local, e confirmei uma hora antes: hoje, às seis, nas docas - um dos meus lugares favoritos de Coimbra, à beira do Mondego.
E lá estava o Vasco, todo bonito e sorridente - "Olá, rapariga, como vai?" - a contar coisas da família, a falar de Futebol, de viagens, de Brasil-Portugal. Vive às custas dos pais, largou o curso de Economia de novo, fartou-se de Coimbra e de estudar, quer voltar pra sua Lisboa quando der, quem sabe se conseguir um emprego por lá, mas em vez de largar currículos ele dorme, e eu fico pensando em todos nós no Brasil trabalhando e estudando pra caralho. Os lisboetas comem mais as vogais, é terrível de entender às vezes. Ao falar que sua mãe foi "operada", eu entendia "o prado", e fiquei pensando se por acaso era o nome de um hospital, até ele me esclarecer o que estava dizendo.
Dali a pouco um amigo ligou, e o Vasco de repente se tornou comprometido em "ir ter com um gajo" chamado Kiko, e entre o Kiko e eu pelo visto o primeiro é a melhor opção. Foi-se o bonito Vasco ter com o Kiko, fiquei eu sem beijo nem carona, perguntando-me por que raios uma pessoa insiste tanto pra me encontrar, por merda nenhuma. Quem sabe ele me lembrasse diferente, quem sabe na sobriedade seja difícil me engolir...
Com a derrota pro Kiko entalada na garganta, nem vi o carro partir, fiquei dando voltas sozinha por ali mesmo, vendo os casais passando com olhos de cachorro pidão, cogitando comprar um gato, talvez um cãozinho, um râmster, um peixinho azul. Tomei o caminho de casa, sempre de fones de ouvido, absolutamente fula se não estivesse tão calma, porque só mesmo uma criatura tola como eu pra imaginar que um desses seres heterotróficos do sexo masculino bonitos vão ter algo da doçura daquele guri bonito de Piracicaba, que eu vou encontrar alguém legal pra passear pelo Mondego, só por passear, enquanto o tempo passa. A realidade tava é no cheiro de lixo dos contêineres ao longo da Rua do Brasil, naquelas esquinas escuras e vazias de cidade de interior.
Parei numa vending machine aqui perto; na dúvida entre uma empada de atum e uma baguete de atum, comprei a empada e guardei na bolsa, comendo a baguete com achocolatado. No celular, a chamada perdida era do Alexandre querendo meus serviços de revisora. Mais tarde quem ligou foi Pedro, o angolano mestrando em Direito, convidando-me pra fazer alguma coisa na quarta. E resolvi topar, espero que seja menos decepcionante que hoje.
Será que há alguma possibilidade de o Pedro conhecer o Kiko? - Pelo tamanho do cu que é esta cidade, não posso duvidar nem disso.
Dali a pouco um amigo ligou, e o Vasco de repente se tornou comprometido em "ir ter com um gajo" chamado Kiko, e entre o Kiko e eu pelo visto o primeiro é a melhor opção. Foi-se o bonito Vasco ter com o Kiko, fiquei eu sem beijo nem carona, perguntando-me por que raios uma pessoa insiste tanto pra me encontrar, por merda nenhuma. Quem sabe ele me lembrasse diferente, quem sabe na sobriedade seja difícil me engolir...
Com a derrota pro Kiko entalada na garganta, nem vi o carro partir, fiquei dando voltas sozinha por ali mesmo, vendo os casais passando com olhos de cachorro pidão, cogitando comprar um gato, talvez um cãozinho, um râmster, um peixinho azul. Tomei o caminho de casa, sempre de fones de ouvido, absolutamente fula se não estivesse tão calma, porque só mesmo uma criatura tola como eu pra imaginar que um desses seres heterotróficos do sexo masculino bonitos vão ter algo da doçura daquele guri bonito de Piracicaba, que eu vou encontrar alguém legal pra passear pelo Mondego, só por passear, enquanto o tempo passa. A realidade tava é no cheiro de lixo dos contêineres ao longo da Rua do Brasil, naquelas esquinas escuras e vazias de cidade de interior.
Parei numa vending machine aqui perto; na dúvida entre uma empada de atum e uma baguete de atum, comprei a empada e guardei na bolsa, comendo a baguete com achocolatado. No celular, a chamada perdida era do Alexandre querendo meus serviços de revisora. Mais tarde quem ligou foi Pedro, o angolano mestrando em Direito, convidando-me pra fazer alguma coisa na quarta. E resolvi topar, espero que seja menos decepcionante que hoje.
Será que há alguma possibilidade de o Pedro conhecer o Kiko? - Pelo tamanho do cu que é esta cidade, não posso duvidar nem disso.
Nem um cãozinho, nem um râmster, nem um peixinho azul. Uma gata...
ResponderExcluir[Que se é gato, poderia chamá-lo Kiko e ...]