terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Gatos e nostalgia

Os Tutulininhos estão sem ração, eu sem um puto na carteira e a pecuária não aceita meu cartão. Deixei um pouco de arroz pra eles à noite, mas pelo jeito não aprovaram. Tutulina subiu na minha cama e fez xixi na coberta, sendo que tem duas caixas de areia a seu dispôr. Pareceu protesto.

Dividi minha torrada com eles, dei uns pedaços de mortadela, preparei um potinho de leite com Nescau. Acho que vai ser suficiente pela manhã. E agora, eu tenho uma coberta mijada pra lavar, sendo que faz muitos anos que meu pai não precisa pôr um plástico debaixo dos lençóis ou me levar ao banheiro no meio da noite. Eu fiz xixi na cama durante um longo período. Tempos depois, ainda receava pousar na casa de alguém, por medo de voltar a perder meu controle fisiológico e acordar toda mijada. Lembranças.

Viu como estou escrevendo? É porque estou só. Não triste, apenas só. E o "só" ainda é bem relativo, havendo dois gatinhos bagunçando a casa - sem falar que, às vezes, Tutulina larga o posto de mamãe e corre com eles sem parar, disputa acirradamente a bolinha de lã e dá mordidas de brinquedo nos filhotes e em mim também - e reinando o silêncio apenas quando eles se cansam e dormem horas a fio. O pai chega daqui a pouco, trazendo a comida. A tarde vai lembrar meus tempos de escola... E mais um parágrafo termina em nostalgia.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Só e mal acompanhada

Elton veio hoje à tarde. As coisas não terminaram bem, e, quando perguntei se ele ficou chateado, disse que preferia "pular a pergunta": muito pior do que se tivesse respondido com uma afirmativa. É incrível como até nas "yes or no questions" ele arranja um jeitinho de sair pela tangente... Eu não tenho essa habilidade.

Tava procurando um template menos estreito pro meu blog, até achei alguns, mas ainda não fiz testes. Queria uma imagem nova também, só que não encontrei nada satisfatório, e meu conhecimento no campo de manipulação de imagens não é muito farto. Fiz uns tutoriais do Corel Photo Paint, recortei uma vaquinha e coloquei num pastinho, e não foi lá muito produtivo. Tentei baixar o Photoshop - que eu tinha, mas excluí -, porém deu erro. Além disso, meu backup já está reclamando de falta de espaço, e o arquivo tem uns oitocentos mega.

Não estou no MSN, mas contemplo meus contatinhos através do Web Messenger, "só pra ver se eles estão bem". Mania mesmo... Não tenho muito o que dizer, e, mesmo se tivesse, não teria certeza sobre a conveniência de dizê-lo. Ademais, hoje é um dia meio desastroso, então é melhor evitar provocar outros possíveis aborrecimentos. Por ora, fico em companhia de minhas perplexidades, meus desconcertos e meus desequilíbrios comportamentais (e sim, estou ciente de que a noite não vai ser das melhores).


Rá!

Fim de semana normal, feriadão chuvoso. O que é distante fica ainda mais, o que está perto tento aproveitar. Comi um chocolate que fazia tempo que queria experimentar, e descobri que ele nem é tão gostoso quanto parecia na propaganda. Esses publicitários...

Conheci uma música que me fez chorar. Sabe quando a gente se xinga por gostar de alguma coisa? As lágrimas corriam enquanto eu fazia cara de braba, inconformada. Sua molenga! Tão fácil de atingir, tão perigosamente transparente... Parece até que o vídeo me olhou e disse "Rá, te peguei, sua boba! Achou que tinha virado fortona, hein? Pois agora renda-se e chore, porque mudar pontos de vista não é suficiente pra mudar o que se sente."







sábado, 13 de fevereiro de 2010

40 segredos emprestados

"Garotas não entendem que comida não preenche vazio. Pelo menos não todos."

"No fundo, todas nós temos medo de não estar vivendo como deveríamos. Queremos aventuras, mas precisamos de alguém para isso."

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A saudade é a maior prova que o passado valeu a pena? No meu caso, não, ditadinho de quinta. O passado foi uma merda, mas eu sou idiota e ainda sim sinto saudade."

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Algumas garotas não gostam de escolhas, porque quando menores, na educação física nunca eram escolhidas."

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Nós queremos algo que nos complete. Queremos algo em que apostar. O problema é que muitas vezes o que nos completa também nos quebra."

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Ouvir que fizemos o certo as vezes é mais que necessário. Mesmo que seja mentira."


"O problema de mudar por alguém é que quando essa pessoa se vai, você não sabe mais quem realmente você é."

"Garotas não deveriam se acostumar com a dor. Infelizmente, as feridas nunca cicatrizam por completo. E ainda tem aquela coceira desgraçada...
"

"
Somos dramáticas assumidas e vocês idiotas enrustidos. Pronto, falei."

"
O tempo pode até ser a melhor solução, mas não é a cura. Ele só faz com que mudemos o foco dos pensamentos, as lembranças continuam ali."

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Nada mais irritante do que achar que emagreceu e vestir aquela antiga calça que não servia e perceber que ela ainda não serve. #fail"

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Nós não costumamos ser criminosas, pelo menos não sempre. Mas admito, já tentei matar pessoas. Matar pessoas dentro de mim."

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Suas escolhas são mais você do que você mesma."


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Ouça sua mãe, sempre. Ela já passou por tudo que você passou, só que com uma calça cheia de lantejoulas."

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Se você hoje ama quem ele era ontem, nem sonhe com o amanhã."

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Se você não mudar nada, as coisas mudarão você. Se você mudar, poderá mudar as coisas. E então, quando começam as mudanças?"

"
Toda garota tem uma caixa guardada em algum lugar cheia de coisas inúteis: brinco sem par, embalagens, pilhas velhas e alguns recortes."

"
Não espere que ele volte, mude o campo de visão. Espere que alguém apareça. Melhor, nem espere. Esqueça."

"À
s vezes, o passado machuca e corrompe o presente. Ter a sensação de que algo nunca mais vai acontecer é uma merda.
"

"
Se for sair, avise. Garotas odeiam ser deixadas sozinhas... Principalmente no MSN."

"
Nada como uma estrada e um fone de ouvido para uma mente cheia de fantasias."

"
Garotas gostam de escrever porque quando escrevem conseguem trazer qualquer pessoa para mais perto."

"
Quase toda garota já chorou olhando para o espelho."

"
Garotas são completamente cumulativas. Vão guardando sentimentos, até que uma hora: pluft. A gente chora."

"
Tudo que você sabe sobre sentimentos hoje aprendeu quando estava triste e magoada. Se você souber tanto quanto eu, não fique triste, eu não estou.
"

"
Quase toda garota acorda se sentindo mais magra, sem barriga. Tomar café acaba sendo tão engordativo..."

"
Imagine que garotos são como sapatos. Por mais confortável e usual que ele seja, uma dia ele vai te machucar.
Se isso não acontecer, ele vai se desgastar e simplesmente te abandonar. Quase sempre na hora que você mais precisa."

"
Toda garota já encontrou uma foto antiga e sentiu saudade de uma época em que as coisas eram menos complicadas."

"
Quase toda garota já roubou uma colher de Leite Ninho/Farinha Láctea do irmão/primo mais novo."

"Toda
garota já teve medo de ver Linha Direta sozinha #aquelamusicamedavapanico"

"
Toda garota já treinou sua assinatura mil vezes e, na hora de assinar mesmo, assina com aquela velha e torta letra de sempre."

"
A cada dia que passa, nós descobrimos uma coisa nova e esquecemos outra. Aí, de repente, você percebe que não se conhece mais. Mudanças."

"Sabemos que chorar não muda nada, mas ainda é a melhor opção. Nada como uma boa molhada no travesseiro para uma reviravolta.
"

"
Toda garota que tem blog tá procurando um template novo."

"
Toda garota *que escreve* já se baseou em uma tradução para escrever um texto."

"
Toda garota muda a voz para falar com cachorro."

"
Quase toda garota já escreveu na mão e esqueceu de lavar no banho #porquinha
."

"Toda garota já achou que ele tava ligando de volta quando era o 'Você gastou...'"

"Toda garota já arrebentou o cabelo tentando dar mais uma volta com a borrachinha/elástico quando estava fazendo rabo."

"
Toda garota já prometeu algo que não poderia fazer."


(@segredodegarota)


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Crua

Talvez, 2010 seja o ano das verdades. As situações como são, as pessoas como são, eu como sou e sinto. Tudo cru pra caralho.

Sobrou pouco de contos de fadas em mim. A carruagem já virou abóbora, que já apodreceu, que não deu nem pra adubo. Ficou um sentimento de mundo injusto. E nesse caso, não tem central de atendimento pra ligar, call center pra xingar, não há ressarcimentos. Fica apenas a lição. E daí? E daí que não dá nem pra limpar a bunda com isso! O que se faz com uma pilha de morais da história? Espera-se ficar velhinho pra poder tentar contribuir com os outros, sendo que poucos vão nos dar crédito? Não me serve.

No fundo, estamos mais sozinhos do que imaginamos. Somos todos ribeirinhos, vivendo uma felicidade tão vaga quanto a previsão do tempo. Estamos sempre à mercê das piores chuvas, que inundam nossos rios de medo e destroem caminhos e crenças de anos a fio. E quando o sol volta, lá vamos nós construir cada alicerce de novo, assentar pedras de perspectivas, de sonhos. E os sorrisos duram até a próxima nuvem negra, até o dia de se ver sem nada mais uma vez.
Somos todos ribeirinhos condenados. Morremos afogados pelo tempo.


domingo, 7 de fevereiro de 2010

R.I.P.


Papai foi trabalhar, mamãe foi viajar. Dividi meu miojo intragável com Tutulina e os Tutulininhos, Lala, Fiona e seus cachorrinhos na barriga. Acabei de tomar banho, mas um segundo não vai cair mal. O clima está entre insolação e desolação.

Como hoje é domingo e eu tô pra Hole, vou de Best Sunday Dress... Mas antes tem Dying, em memória a mais um pedaço de Aline que começa a morrer hoje.











sábado, 6 de fevereiro de 2010

(Speechless title)


Que dia... Todas as conclusões me levam a crer que seria melhor eu ir embora de mim. Mandar alguém pra me alugar, sabe? Deixar toda a mobília de mágoa empoeirada - no contrato estaria escrito "em perfeitas condições" - e ficar fora por tempo indeterminado.

Tenho um monte de novelos embaraçados nas mãos, e descobri que, quando aquela minha professora da segunda série me disse que era só soprar os emaranhados que a gente saberia por onde começar, ela estava redondamente enganada. De que importa se funcionou quando a gente trabalhou com desenhos contornados de lã? Não vale mais agora.

E o que é que vale mesmo, se perdi todos os fios das meadas? Preciso pensar sobre o quê mesmo? Tô escrevendo sobre o quê mesmo? E será que isso importa pra alguém? Será que faz diferença me dizer que não devo mais acreditar em nada, nem em mim? Não faz com que eu me sinta melhor, nem serve pra dar um sumiço nesses nós tão malucos quanto os looks da Lady GaGa.



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Go to sleep


"May pretty horses

Come to you
As you sleep
I'm gonna go to sleep
Let this wash
All over me..."
Radiohead


Lembro do meu blog nas saídas... Quando não tenho mais nada pra dizer a outrem, passo por aqui. Tutulina está dopada, mas já quer subir na janela. Arranha a porta pra sair, mia o quanto pode, fica de pé até o corpo cambalear. Espero que amanhã já esteja melhor.

Estou incomodada com meus velhos hábitos... Uma parte de mim ainda tenta resgatar certas coisas, mas em vão. Me pego querendo as atenções que já não tenho mais, com dificuldades em enxergar o que ainda resta, com uma vontade tão grande de ser perfeita que só se equivale à minha capacidade de atrair bolas fora feito ímã.

Virei um poço de tentativas pra todo lado: tentar melhorar, tentar me acostumar, tentar colaborar, tentar me acalmar, tentar não me chatear, tentar escolher melhor o que falar... E no final, nada sai como o planejado. Sabe aqueles dias em que a gente deveria ter ficado off mas não aguentou? Então.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Faltas

Dormir agora? No way. Quando os quarenta graus não nos abandonam nem ao cair da noite, fica difícil sossegar. Tutulina vai ser castrada amanhã, e estou um pouco apreensiva. Meu Imaginação retorna das férias daqui a quinze dias.

Não queria ficar mencionando apenas o calor, mas ele também atinge o lado psicológico. Meu desânimo é evidente, torço pros finais de semana chegarem, como se eles também não fossem infernais. Larguei meu viciozinho de bilhar online, mas não quero ler. E eu sinto falta de sentir fome de coisas quentes, de gostar de perambular pelo centro meio sem rumo, de pôr as mãos nos bolsos, de respirar chuva com frio. Sinto faltas.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Emaranhados

Tá muito quente aqui... A chuva que caiu há pouco pareceu piada. Meus olhos estão cansados. Meu mouse tá uma porcaria... Dificulta na hora de jogar bilhar online, sabe? Que chato.


No sábado, algumas coisas voltaram ao seu anormal normalizado... Quando Elton e eu começamos a discutir a relação num banco da praça, deu um apagão no centro todo. E o que eu pensava que ia ser término virou um recomeço com cara de "o de sempre", somando tímidas insinuações de mudança. Ao menos, ouvi a palavra saudade... Ao menos, disse na hora tudo o que lembrei de dizer. Aguardemos os próximos solavancos relacionais.


Estou exausta, voltar a pé pra casa nesse sol não tem sido um bom negócio. O trabalho tem trazido coisas diferentes pra encarar, só o salário que não muda. A Uni parece tão distante que vou me assustar quando fevereiro chegar ao fim... E assim eu vou tocando ficha, tentando viver pra esperar em vez de esperar pra viver. Nem tanto ao lamento, nem tanto ao esperneio:
descobri que certas coisas sempre serão do jeito que são. Certos tesouros ainda são meus, certas respostas ainda pertencem ao tempo... E, por ora, chega de tentar entender meus chocolates emaranhados.