sexta-feira, 31 de julho de 2009

Beber ou morrer



"Minha alma
fatiada aos poucos

por um demônio de cabelo espetado.

[...] Sinto tanto a falta dele que nem sei..."

Liza Simpson, em "Marge Contra Ação de Graças"


As pessoas me diziam que o tempo seria um ótimo remédio pra mim. E depois de quase um ano,
sabe o que ele me cuspiu? Um sonoro "não te amo mais" que até a frase de msn reproduz. Pelo menos consegui configurar meu messenger pra parar de exibir as atualizações de contatos quando abro a caixa de e-mails.

E agora? Diz o Manual Prático da Mulher Moderna que esse é o momento de se jogar pro mundo, sem exigir, apenas aceitar. O tempo de encontrar vantagens em ser solteira, tentar ser mais
malvada, ser vista...

Ao trago, já me permiti; as baladas estão próximas também. Grande feito da poderosa Galera
da Recepção, que já mencionei aqui, e que se tornou leitora do blog: Carol-Caracol, Débora-Abóbora e Monique-Chilique, com certeza, colaboram diariamente para que Aline-Biquíni não se deixe abalar pelo que a vida fez (ou não fez) acontecer.

...E já que a vida também não sinalizou que meu destino é a abstinência, muitos porres virão por aí. É claro que quem prestar atenção no meu "zoinho-de-peixe-morto" não vai deixar de perceber essa tristeza, esse desamparo de quem não entende muito bem por que merece ver a esperança indo embora assim...

Me abandonou e eu tô aqui, me afogando! Mas já que não sei nadar mesmo, vou é afundar e me
embriagar até não poder mais, porque a porra dessa vida eu preciso viver e não tem jeito.

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