Well,well... This is completely unnapropriate. Mas nunca disse que sou coerente, portanto não se pode contestar minha coerência quanto a ser incoerente... Digamos que não foi só Jesus que ressuscitou (juram todos!) nos corações dos consumidores que lotaram o corredor de chocolates do Big, algumas lembranças dolorosas acabaram por aparecer no fim do dia, justo depois de um post tão contentinho, justo quando ainda tenho um summary pra fazer.Não consigo pintar Renan de preto e misturá-lo ao fundo de meu blog só porque é Páscoa... Não consigo odiá-lo por completo como se odeia um vilão, justamente porque a maioria dos humanos é humana demais para sê-lo. E em momentos inapropriados - todos são -, eu me lembro de coisas tão distantes e tão simples e tão belas, que não consigo fazer mais que uma cara de débil mental traumatizada...
Não importa como foi o ruim o final, não apaga os momentos bons, e eu tenho dificuldades em me relacionar com eles. Fico arrasada quando lembro que Renan e eu éramos os grandes amigos, éramos os melhores... Que minha fonte no MSN é a dele, que minhas risadas são iguais, que minhas abundantes reticências antes não existiam... Que um dia ele veio até mim, sem sequer ver a foto de um cílio meu, com uma mochila, um cartão de crédito e um casaco fino de moletom em pleno junho de inverno rigoroso, e me deu os abraços que nunca mais encontrei iguais, e os risos e as lágrimas e os carinhos que não consigo esquecer...
Até essa história de lua não é só minha (jura?), nem meu gosto por ironias nasceu por si só, e nem essas origens eu aceito com calma. Nós fomos bons mesmo depois do terremoto, mesmo com os choques que eu levava quando lembrava que as coisas não eram mais as mesmas. Não tem outro alguém que quereria a todo custo ter pago a minha conta de telefone absurda de dezembro só pra eu não ficar aborrecida... Não tem mais ninguém com quem eu me sinta tão à vontade pra falar as coisas idiotas e insignificantes que aconteceram no meu dia... E eu não vou mais receber aquela ligação religiosa de aniversário, num sotaque paulista-caipira pausado de quem digita muito mais rápido do que fala.
É difícil não sentir falta de quem nos conhece tanto, e é mais ainda tentar achar um equilíbrio com tantos sentimentos opostos... O que mudou é que, se em outros tempos eu voltava correndo lhe falar, o excesso de choques acabou por me deixar incapaz de fazê-lo novamente. Invejo-o, invejo-o terrivelmente porque ele há muito superou tudo, e às vezes parece que eu o odeio, e aí me odeio por odiá-lo porque é um sinal de que não deixei de amá-lo, porque não sei ser simplesmente indiferente. É isso, eu não sei... Tento aclarar as coisas pra buscar soluções, mas o nebuloso da mente não fica menos nebuloso no papel, certo? Que coisa... Pergunto-me se um dia esse blog deixará de repetir tanto o seu nome, se um dia vou deixar de sentir tanto sua falta...
Bueno, a esperança de que chegue esse dia sempre está...
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