sábado, 17 de abril de 2010

Vou ali me enforcar num pé de cebola.

Memórias profundas interrompem minha leitura. Pobre Sidney Sheldon, já me pareceu mais atraente... Não que eu consiga abandonar um livro seu, mas naqueles velhos tempos eu não tinha tanto pra lembrar quanto tenho agora.

E o que mais tenho agora, além de lembranças? Uma família pra me amar, uns gatos pra cuidar, umas perspectivas pra sustentar... Um velho transtorno pra controlar, uma melancolia recorrente pra administrar e um amor resignado pra guardar.

Novamente, em "outros tempos", diria ser impossível colocar amor e resignação lado a lado. Mas não é assim mesmo? Até do Nando Reis ouvi, esses dias, uma daquelas músicas que falam sobre aquele amor único que a gente guarda pra alguém... E, mesmo que surja outro alguém que pareça nos fazer capaz de amar, não será o mesmo amor, só uma réplica frustrada daquele primeiro que ficará guardado no mesmo lugar, embalado numa caixinha da cor dos olhos de quem te disse não.

Que piegas isso tudo... Se ouvir ou falar de amor me deixa perigosamente frágil, pior é quando não consigo deixar de pensar em amor, mais precisamente naquele amor interrompido que interrompe minhas sessões com Sidney Sheldon, meus momentos de estudo e meus trabalhos acadêmicos. E aí, eu fico sem saber o que fazer com esse descanso de sábado, pelo qual esperei tanto!...






4 comentários:

  1. se tu não sabe o q fazer, eu sei: BEBEEEEEEEEEEEEER!!!

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  2. Que têm as penas de amor,
    que ainda sendo penas,
    agrada-nos tanto recordá-las...?

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  3. [Não pudeste escolher uma canção mais sensível para mim...

    Saudades, muitas saudades se acordaram em mim com ela...]

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  4. resignação X amor

    ta aí!

    nunca tinha visto por esse lado e faz todo o sentindo do mundo, mas sempre rpefiro acreditar que ainda existirão mais outros pra gente resignar.

    ou por acaso existe amor sem dor?

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