sábado, 19 de fevereiro de 2011

Letras e bundices


As aulas recomeçaram. Não é que fonética tá legal? Bem, foram só duas aulas de amostra até agora, e ainda acho que os símbolos fonéticos não me agradarão nem um pouco, muito menos os exercícios de transcrição, mas estudar as partes do aparelho fonador me faz rememorar as aulas de Biologia, e eu era ótima em Biologia - eu era ótima em tudo menos em Educação Física (eu era uma nerd bundona?) - e a próxima aula, sobre fonética acústica, "vai ser praticamente uma aula de física, só que sem cálculos", disse a Dra. Isabel. - Yes!

O professor de Literaturas Africanas é bem maluquinho, mas sabe muito da matéria. Às vezes parece que estou numa aula de história. Mas ele fica distribuindo estrelinhas pra quem participa, e eu acho isso demais, apesar de que qualquer merda que se fale, desde que dure mais de dez segundos, serve pra ganhar estrelas. O meu céu é de noite nublada até agora, porque não me dá a menor vontade de abrir a boca. Ao menos as aulas não são monótonas como as de Camonianos.

A profª de Variedades do Português é legalzinha; a Arnaut, de Literatura Portuguesa 1, já conheço do semestre passado. Será que não falei dela aqui ainda? É uma figura, uma personalidade. Engraçadíssima e elegantérrima, daquelas pessoas marcantes politicamente incorretas. Não consigo não gostar dela, por mais que tenha sido a minha nota mais baixa do semestre passado, e olha que foi a cadeira pra qual mais dediquei horas de estudo.

E o Andrew Packett do Inglês sucks. Ele é britânico demais pra mim, todo formal, todo organizadinho no seu Power Point corrido, e chama a atenção se fizermos barulho durante a atividade de conversação! Odeio aqueles óculos na ponta do nariz como se ele tivesse trinta anos a mais, odeio quando ele se dirige a mim de qualquer maneira, porque eu fico nervosa e não consigo prestar atenção em nada do que ele diz. Uma colega brincou que o Andrew é daqueles professores que só não manda ninguém pro castigo porque já estamos meio grandinhos. I miss Diana Silver, I miss her a lot.

E outside of class? Não saí mais desde que voltei de Madrid. O Dani já conheceu outras companhias pra ir pra festa, e eu não me animo a entrar na turma. Fico em casa lendo, vendo filme/série ou jogando bilhar online. Não que não vá mais sair, mas não é uma coisa da qual sinta falta, meu jeito sempre foi mais bicho-do-mato. Não me sinto perdendo algo importante. Se conhecesse alguém, seria provavelmente um desses tipinhos de sempre. Se me acabasse na pista, perderia o domingo dormindo até as três da tarde, e aí a semana já começa no outro dia.
- Ainda sou bundona?

E o Renan (ele mesmo) tem sido uma ótima companhia de fim do dia... É bem possível que nos desentendamos logo na próxima semana, como geralmente acontece, mas sempre voltamos a nos falar, e há anos que as coisas são assim. Que fazer? Eu cheguei à Europa, mas ele continua sendo a coisa mais incrível que já me aconteceu. É por isso que considero "nada" a resposta mais adequada. Dizer algo além disso seria querer saber mais que o Tempo, e aí já é bundice demais.










Um comentário:

  1. Para quem foi sempre ótima em tudo (esse tudo inclui geografia?), não está demais ter novos desafios...

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