terça-feira, 26 de junho de 2012

A Letty e eu fomos encomendar nosso moletom da UC hoje. Preto com o logo da universidade na frente, “Letras” atrás. Tudo bordado em azul-marinho, que é a cor do curso de Letras. Vai ficar bonito. Participei da reunião para a formulação do discurso da cerimônia de encerramento, incluímos algumas críticas construtivas e mencionamos dificuldades iniciais que poderiam ter sido evitadas. Coimbra está “40ºC de febre”, vento quente. Hoje passeei pela baixa e comprei um potinho de Ben & Jerry’s. Tem dessas gordices no Brasil? Enfim, sempre há a Tutti & Frutti em Campo Bom, com seus sorvetes caseiros. Aqui, eles fazem mais sorbet de frutas, e não sorvete, o que também é bom.

Ainda nem cogitei a possibilidade de arrumar as malas. Nem o ataque diário de mosquitinhos me faz querer ir embora. Estou toda empelotada, inclusive no rosto e no pescoço. O Sheltom já está com a cabeça em Salvador. O Carlos já não está por aqui há muito tempo. O Welton foi viajar. Com a Letty é que tenho podido passar mais tempo.

O Renan é uma coisinha que fica doendo às vezes. Eu brigo comigo porque não consigo simplesmente ficar feliz porque ele está feliz, como fazem as mocinhas de novela. Mas as mocinhas de novela sempre têm seus bons sentimentos recompensados com uma volta do galã e um casamento no último capítulo. Eu não levo jeito para mocinha de novela, e não vejo casamento como o melhor fim de capítulo. Preciso aprender a ser mais legal com essa Aline mesquinha que queria vê-lo sozinho já que não consegue esquecê-lo. Que até ignora as penas que provocou quando pensa só nas que sofreu, querendo ressarcimento, querendo mesma moeda, querendo não ser esquecida.

Livros e livros e livros e o que a incomoda é nunca mais ter sido amada de novo. Uma Aline tola, tolíssima! Humana! Como é difícil tolerar essas coisas! Como é difícil aceitar - e amar - a nossa própria vulnerabilidade.

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