terça-feira, 30 de agosto de 2011







...E antes de partir, leio conversas com Renan.






domingo, 28 de agosto de 2011

Um post sobre os preparativos pra próxima viagem que acaba virando uma divagação sobre o Renan a partir do terceiro parágrafo




Estou nervosa pra caralho. Viagens sempre me deixam nervosa. Amanhã vou à cata de uma mochila maior com suporte na cintura; se aquela da promoção tiver esgotado, provavelmente vou começar as aulas com uma memorável dor nas costas por carregar essa trouxa verde por tanto tempo.

Não sou uma pessoa confiante. Temo que não entendam meu inglês e nem eu o deles. Acabei de acabar com todo o meu pacote de mini-torradinhas com maionese (em plena meia-noite). Meti quatro mini-alprazolan e estou aguardando o efeito - a ordem não deveria ter sido essa, mas enfim.

Caracol me perguntou sobre o Renan - acho que o nível de amizade que mantenho com as pessoas se divide em "o assunto Renan e ramificações/tópicos similares meus ou de outrem são pautas possíveis de conversa ou não?". São meus seletos leitores. Também incluo a Joice, que nem sabe que este blog existe, mas estava lá quando não pude aguentar o tranco em pleno micro-ônibus do tio Flávio, terceiro ano, chorando aos ranhos, "ele tem outra pessoa". Ela agiu tão natural e calmamente que eu não poderia ser mais grata. Está muito feliz no seu namoro, que siga assim, com o nome dele no subnick ao lado de um coração. Nunca falou muito disso pra mim, mas cada um escolhe as aberturas que quer ter, eu escolhi as pessoas pra quem choramingar periodicamente sobre o meu subnick que não tem um coraçãozinho (não que eu o fizesse, não é meu estilo, o mesmo digo para aqueles perfis de casal em redes sociais ou usernames como "α ℓiทđi đѳ вiทђѳ 4єvєя" - acho que vocês diriam o mesmo).

Imagino se o Renan tem orkut ainda. Se aqueles depoimentos de "você me ajudou a encontrar o meu caminho" ainda estão lá. São essas coisas bem pontuais que ainda doem. Tem o telefonema, o "estou aqui com ela comendo sanduíche, mas não foi fácil guria". Caralho, faz tempo já. Uma parte de mim até raciocina: "deixa isso pra lá, foi assim que ele superou tudo pra seguir em frente, também ficou magoado, estava quase pegando outro ônibus pra Campo Bom quando tu teve um chilique ciumético enquanto ele trabalhava doidamente e por isso não podia acompanhar o live streaming da tua crise de desespero por ter tido que chutar as dez últimas questões objetivas do ENEM. SUA CDF FREAK, NUNCA DEIXOU DE SER UMA CDF FREAK, SUA FRUSTRADA!". Aí já não estou raciocinando mais - eis que entra uma outra parte de mim que só chora, básica e grotescamente. E desaparece no dia seguinte, principalmente quando tem aula/provas/idas ao mercado pra comprar fiambre e maçãs.

Parece que na minha fraqueza eu me superei. Agarrei-me a uma nerdice que mal tenho, nem sou de estudar o dia todo, ou ler Nietzsche no intervalo de almoço, ou devorar toda bibliografia complementar de uma cadeira. Mas sou das que lutam com unhas e dentes pra merecer um 17 ou 18, nem que seja na última noite antes da entrega do trabalho. Foi por isso que tive uma puta crise existencial no final da escola, não conseguia me enxergar sem todas aquelas aprovações dos professores. É uma fraqueza, porque deposito quase tudo o que sou num "Sou da Letras", é uma armadura de folha de bíblia. Mas é um sentido.

Minha parte que raciocina diz: "não daria certo de qualquer maneira, viesse tu pra cá ou ficasse na Uni, vocês eram (são) tão jovens. Não o culpe se ele não sente mais o mesmo, ainda pode aproveitar sua companhia. E também não se culpe por sentir o mesmo, o mesmo de sempre, por amar tanto aquele idioleto, na verdade o 'bestioleto', jamais registrado em obras acadêmicas de variedades do português. Querê-lo para si é que dói um bocado, mas todos temos coisas que doem um bocado de vez em quando, e todos desejamos coisas que não podemos ter, e todos queríamos voltar no tempo em alguma parte do caminho, todos nós."





(Razão e choro se juntam e a postagem é publicada.)





quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Um dia de Aline Dorel








Tomo dois tipos de comprimidos de Xanax (Alprazolan, pros não leigo) pra ansiedade. O efeito do grande dura 24h, o outro é o que a Dra. Helena chama de SOS, pra tomar nas crises, a qualquer hora. - Se quiser, pode tomar dois dos 24h, pois a dose é baixa, apenas 0,5mg por comprimido, foi o que ouvi na última consulta.

Como os grandes acabaram e ainda não comprei mais, resolvi meter goela abaixo vários dos pequenos, calculando que, se cada um exerce o efeito por 6 horas, tomando 4 seria efeito para um dia; tomando 8 seria efeito para dois dias, ou o mesmo que tomar dois dos 24h. Ledo engano.

Pouco tempo depois já me bateu uma tontura de bêbada e saí meio cambaleando, disposta a ir ao Continente, que fica a uma meia hora daqui, pra comprar uma mochila. Acabei parando num chinês e comprando uma bolsinha dessas a tiracolo sem a menor necessidade. Voltei pra casa querendo comer minhas peras, que nunca me pareceram tão deliciosas. A Cynthia falou coisas sobre passaporte mas não me lembro bem o quê. E antes de ceder completamente aos bocejos e à falta de coordenação motora, ainda consegui raciocinar a causa de tal torpor: os SOS têm 0,25mg cada, eu deveria ter tomado 4 para equivaler a 1mg, mas tomei o dobro.

Desabei na cama sei lá por quantas horas. Jantei pouco, mas o suficiente, e comi mais uma pera. O Muitão logo apareceu miando na porta pra posar no hostal de bichano da Line. O João, do Corthexiphan.net, enviou-me um e-mail comunicando a minha contratação como tradutora voluntária das notícias de Fringe, acho que vai ser divertido. E agora vou comer uma pera com iogurte antes de ir pra cama de novo, porque 2mg de Alprazolan numa sentada não é fácil.



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Puta pobre


- Mãe, como eu faço aquele bolinho de puta pobre? - foi uma das primeiras perguntas culinárias que fiz quando ela tava aqui. - Com o que tiver, foi a resposta. E é mais ou menos assim mesmo.

Não tava com vontade de jantar meu pão integral seco saudável com queijo e fiambre, aí resolvi aprontar. Não tinha ovo, então foi só farinha, leite, sal e fermento. O leite ainda é luxo, imagina se um bolinho de puta bagualuda que ataca na RS-239 vai ter leitinho, é água da Corsan com farinha e banha neles.




Bolinho de puta pobre é bem gordice de preguiçoso chinelão, junk food de rafedo, mais ordinário que feijão mexido, mais gorduroso que pastel de frango e catupiry do 31.





Resumindo: é bom pra caralho.




sábado, 20 de agosto de 2011









sexta-feira, 19 de agosto de 2011

I'm such a fool :(

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Coisas do coração



Agora vamos falar de check-up clínico, vamos falar de eletrocardiograma! Bem, nunca pensei que faria um tão cedo, mas a minha médica-de-família-que-não-é-médica-da-minha-família, talvez por justamente não saber a laia de meus progenitores, pediu o exame.

- Essa vivente não sabe que a minha princesa é DOS SANTOS, diria a vó Leonor escondendo o pito com uma mão nas costas e ignorando os remédios de sua prateleira que deveriam ser tomados todos os dias. Mas até que é uma boa essa coisa de médico de família. No Brasil, mesmo quem finge ter um plano particular melhor que o serviço público, que é o caso dos que têm Multiclínica - a qual já foi muito boa, mas isso faz um bom tempo -, geralmente fica à mercê do primeiro clínico geral que estiver disponível. Das últimas vezes em que tive de ir à Multi, esse clínico geral era o primeiro e único, aprovou prontamente o diagnóstico que eu mesma havia feito via Google.com, bem como minha automedicação.

Eu até que procrastinei um pouquinho, mesmo tendo visto no site da Federal Fluminense que era um procedimento simples, rápido e indolor. Fi-lo no Centro de Cardiologia, a cinco minutos daqui. Fico sempre embaraçada com exames que implicam tirar peças de roupa, seja homem ou mulher, tenha cara de enfermeira boazinha ou matrona severa. "Tire todas as suas roupas da cintura para cima", é a ordem. Até que foi light. É como ter peões de xadrez gigantes ligados a fios e grudados na diagonal do peito esquerdo com um creminho, além de prendedores também gigantes nas extremidades de braços e pernas. O próximo passo é relaxar, mas não dá pra ficar totalmente relaxada com fios monitorando cada batimento e uma impressora cuspindo papéis à beça enquanto se olha pro teto tentando fixar na cabeça a imagem de um céu azul com nuvens brancas de ilustração de folhetinho das testemunhas de jeová. No way.

O pior ainda está por vir, é uma ecografia - a Dra. Helena precisa saber a laia de meus hormônios. E ainda tem uma radiografia do tórax no mesmo dia. Parece que a minha médica leva a sério essa coisa de família, mas o "leva um casaquinho" dela é um "faça essa bateria de exames". Provavelmente, vai ser só pra atestar que sou uma DOS SANTOS (subgrupo dos não-fumantes). Já está até comprovado que minha urina é "de cor amarela e aspecto límpido", e, quanto ao meu sangue, "não foram observadas alterações citomorfológicas". Sei lá o que isso significa, mas soa muito bonito.












quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Cheesy days



Não reclamo de tempo livre. Ele sempre acaba mais rápido do que imaginamos e desperta aquela saudade dolorosa quando todos os prazos estão desmoronando e a gente criando calos imaginários nos neurônios.


O tempo livre (e com prazo de término) é quase sagrado, portanto, lamentar por tê-lo é um tremendo sacrilégio. E resolvi que lamentar por não aproveitá-lo bem também é. Afinal, quem pode dizer o que é aproveitar bem o próprio tempo? Não vou passar minhas férias lendo Saussure ou os textos teóricos das próximas cadeiras, não vou me culpar pela preguiça. Óbvio que é um saco ficar trancada em Coimbra por falta de grana, e a dona Capes ainda não se manifestou, mas ao menos ainda tenho posses para comprar leite e limão e fazer queijo.


- Sim, eu usei meu tempo livre pra aprender a fazer queijo.







segunda-feira, 15 de agosto de 2011






Well, life's a train that goes from February on day by day
But it's making a stop on April First


And you will believe in love
And all that it's supposed to be
But just until the fish start to smell
And you're struck down by a hammer.















Well, maybe there's a god above
but all I've ever learned from love
was how to shoot somebody who outdrew ya...

And it's not a cry that you hear at night
It's not somebody who's seen the light
It's a cold and it's a broken hallelujah...