- Mãe, como eu faço aquele bolinho de puta pobre? - foi uma das primeiras perguntas culinárias que fiz quando ela tava aqui. - Com o que tiver, foi a resposta. E é mais ou menos assim mesmo.
Não tava com vontade de jantar meu pão integral seco saudável com queijo e fiambre, aí resolvi aprontar. Não tinha ovo, então foi só farinha, leite, sal e fermento. O leite ainda é luxo, imagina se um bolinho de puta bagualuda que ataca na RS-239 vai ter leitinho, é água da Corsan com farinha e banha neles.
Bolinho de puta pobre é bem gordice de preguiçoso chinelão, junk food de rafedo, mais ordinário que feijão mexido, mais gorduroso que pastel de frango e catupiry do 31.
Resumindo: é bom pra caralho.
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