
Os minutos finais no micro revelaram meu enorme cansaço, a ponto de eu mal conseguir manter os olhos abertos. Contudo, é só chegar em casa pra deixar um pouco de lado essa questão de pestanas. Pelo menos é quase sempre assim: espero abrir uma exceção hoje.
Entrei mesmo pra escrever este post. Mais do que um hábito, é uma necessidade bem pontual de organizar um pouco a torrente diária de pensamentos. Às vezes, é meio chata essa vidinha de ser pensante.
Meu cabeção está tranquilo. Consigo pensar com clareza - nem tanta, mas vamos fazer de conta só -, e eu tenho acertado todas as porções dos meus condimentos: uma pitadinha de idiotice aqui, uma colher de gentileza ali, umas gotinhas de sensatez e bestices a gosto.
É claro que falta alguma coisa... Mas não vou perder meu tempo escrevendo sobre tais aspectos. Já está ficando tarde, um bom banho me espera, e depois um texto extenso, exercícios, fora os livros que estão na fila...
Disse a profª Nara que "é preciso tempo pra maturar os sentimentos da gente"... Pois então, que maturem todos, que venham, que vão, que explodam, que ressurjam, que insistam, que dilacerem!
Sabe o que eu descobri? Que não importa se um dia eu puder me considerar a mais desprezada das mulheres, ou se tudo e todos me deixarem, ou se eu fracassar por dez vezes seguidas: meu instinto de sobrevivência prevalecerá. Portanto, é melhor tratar logo de tornar as coisas mais leves, até porque, já que vamos todos morrer mesmo, mil vezes morrer aos poucos.
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