
"Nasci em uma família humilde. Tinha vontade de fazer arqueologia, mas como faltavam condições financeiras, sabia que precisava primeiro me formar em outra profissão para atingir meus objetivos.
Optei por Teologia, mas acabei desistindo: descobri que tem gente que não quer ser salva de jeito nenhum, nem numa próxima reencarnação, aí fica inviável.
Então comecei a cursar Pedagogia, e no magistério descobri minha paixão. É muito mais interessante pesquisar gente viva do que fósseis antigos, é muito mais complexo do que olhar um pedacinho de osso e estabelecer sua idade.
Casei-me uma vez, e o divórcio me fez mudar de cidade. Como não adiantou muito, resolvi mudar de estado, e fui parar em Rondônia. Mas ainda acredito no casamento, é um dos fenômenos que podem acontecer mais de uma vez na vida de alguém.
Hoje, tenho uma relação estável, mas nem sempre predomina a estabilidade... Ele é instável, eu sou instável, as pessoas são instáveis. A vida é assim.
Ja bebi pouco, já bebi demais...
Já dormi agarrada com alguém, já dormi agarrada numa privada...
Já amei a pessoa errada (e mais de uma vez!)...
Já amei a pessoa certa também, mas aí foi tão chato, porque ela dizia tudo o que tinha que dizer, fazia tudo o que tinha que fazer, era monótono demais...
E sim, já senti muita saudade! Concluí que a verdadeira saudade - e a mais dolorosa - é aquela provocada pela distância. A gente até pode dizer que sente saudade de quem está perto, mas não é natural, é apenas por dizer. Saudade é quando queremos chegar até a pessoa amada e não podemos nem considerar a possibilidade... A saudade tem um teor geográfico muito interessante e muito intenso que abala muita gente".
Optei por Teologia, mas acabei desistindo: descobri que tem gente que não quer ser salva de jeito nenhum, nem numa próxima reencarnação, aí fica inviável.
Então comecei a cursar Pedagogia, e no magistério descobri minha paixão. É muito mais interessante pesquisar gente viva do que fósseis antigos, é muito mais complexo do que olhar um pedacinho de osso e estabelecer sua idade.
Casei-me uma vez, e o divórcio me fez mudar de cidade. Como não adiantou muito, resolvi mudar de estado, e fui parar em Rondônia. Mas ainda acredito no casamento, é um dos fenômenos que podem acontecer mais de uma vez na vida de alguém.
Hoje, tenho uma relação estável, mas nem sempre predomina a estabilidade... Ele é instável, eu sou instável, as pessoas são instáveis. A vida é assim.
Ja bebi pouco, já bebi demais...
Já dormi agarrada com alguém, já dormi agarrada numa privada...
Já amei a pessoa errada (e mais de uma vez!)...
Já amei a pessoa certa também, mas aí foi tão chato, porque ela dizia tudo o que tinha que dizer, fazia tudo o que tinha que fazer, era monótono demais...
E sim, já senti muita saudade! Concluí que a verdadeira saudade - e a mais dolorosa - é aquela provocada pela distância. A gente até pode dizer que sente saudade de quem está perto, mas não é natural, é apenas por dizer. Saudade é quando queremos chegar até a pessoa amada e não podemos nem considerar a possibilidade... A saudade tem um teor geográfico muito interessante e muito intenso que abala muita gente".
Profª Nara Nörnberg, 1ª aula de Elementos de Metodologia Científica, Unisinos, 2009
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