terça-feira, 29 de junho de 2010

Cosmos

Há dias que não o vejo. Sinto sua falta. Sinto falta do direito de sentir sua falta. Sinto o aperto da impotência que me mantém calada.

Pois se não caberiam perguntas por mais que o visse, nem desabafos por mais que me ouvisse, nem respostas por mais que me falasse, mal cabe o silêncio dos meus gritos no vácuo.


A dor vem das estrelas mortas, das que nem se sabe ao certo quando foi que nos deixaram, só o que agora enxergamos são distantes brilhos pálidos de ausência.

Mas essas luzes que restaram são
ainda tão bonitas, tão intensas, que simplesmente não conseguimos deixar de olhá-las, nem de esperá-las, nem de amá-las.

Dizem por aí que estrelas mortas formam planetas.



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