sábado, 19 de junho de 2010

Venenosa

Precisava de uns Ctrl Z na minha vida, mas não vai rolar. Precisava de uns pontos de referência, umas coordenadas, mas nem todas o Google Maps pode oferecer. Fui dormir com um pijama de bicho assustado, quando na verdade deveria estar vestindo o uniforme pré-maratona. A tenebrosa semana do Grau B chegou, com uma prova de Morfo que dá medo só de imaginar. E nenhuma consultinha, nenhuma! Decore ou chute. É o polêmico divisor de águas chamado prova, que impõe algumas coisinhas que eu tenho que saber e ponto. Tenho que saber diferenciar um advérbio modal epistêmico de um modal deôntico ou de um modal enunciativo; ou então um adjetivo epistêmico asseverativo de um não-asseverativo. Tenho que saber, no mínimo, que metrópole vem de útero, que xilogravura vem de madeira, que cinismo vem de cão, que quiromancia vem de fogo, que carpófago vem de fruto. - E essas eu sei sem consulta, hein! Só precisaria saber mais umas cem pra me garantir.

E eu sei que está certo isso - não o fato de haver prova, mas o de "ter que saber". Algumas coisas precisam ser bem fixadas na cachola, não tem escapatória. É nisso que entra o "se puxar", o "orar a bunda", como dizia a profª Mirian Dazzi. É isso que acaba por nos diferenciar de gente medíocre como a minha colega de Educação Física, que acha que faz ótimos trabalhos acadêmicos ao copiar e colar o que sai do Google.

Eu realmente fiquei sentida quando ela começou a me tratar com uma estupidez constrangedora. Pô, já tenho alguns problemas de cunho emocional, aí chega alguém que parece que me odeia por eu existir? Fiquei mal... Na segunda semana, meu saco de autocomiseração se esgotou e fiquei puta. Na terceira, quando recebi seu "textículo" copiado de dois sites facilmente encontrados no Googre, fiquei venenosa. Um relatório de Grau B pra elaborar, seguindo as regras e estruturas de um TCC, e ela quer contribuir com esse lixo? Três sílabas: ha-ha-ha. Cheguei à conclusão de que a melhor coisa a fazer era ignorar uma criatura dessas. E assim, como boa libriana, evito o confronto, mal lhe dirijo a palavra e às vezes me finjo de surda. Até me dá vontade de retrucar alguma coisa, imprimir aquelas páginas da web e esfregar na sua cara na frente do professor, mas pra quê? A mediocridade dela é tão grande, mas tão grande, que me dá até prazer.
Acho que nunca tinha encontrado uma criatura tão escrota que me fizesse sentir isso.

A cada sentença de sua prepotência torta, eu rio por dentro. Simplesmente porque nesse departamento eu sou melhor do que ela. Eu sou muito, muito melhor! E não porque escrevo melhor, mas porque tenho vergonha na cara pra escrever coisas minhas e me apropriar de outros escritos usando aspas e uma bem feita referência conforme a ABNT. Não porque eu posso ser chamada de boa por pessoas inteligentes e sem precisar ter peitões, mas porque ela provavelmente precisa rebolar e gemer muito pra receber um adjetivo desses. Não porque eu tirei dez nessa cadeira até agora, mas porque tenho ciência de que isso não me torna mais inteligente, nem me incita a ser arrogante, enquanto ela começou a me faltar com respeito gratuitamente e se atracou a me jogar pedras antes mesmo de eu saber seu nome.


...Aliás, eu até já sei: é Lucinara. E ela escreveu "coléga" no e-mail.

(Seis letras: kkkkkk)












*Agradeço aos seletos leitores que ainda se lembram deste blog.





2 comentários:

  1. hsauhsahushaushauhsushush


    o bom é saber mais e saber gemer tanto quanto =P

    sobre os peitos, não tenho com o q competir... :{

    mas vale o que contruímos de nós ou o q vem pronto naturalmente, como o físico da futura "professora" de ed. física?
    pos isso q sempre fui mal nessa matéria e sempre fugi da bola, pq não me atribuía nada e não fazia sentido dominar a jabulani suhuihaishauihsuihsui
    ok, eu era pateta mesmo, mas só em ed. física.

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  2. Como esquecer este blog, como?

    ...................................

    Relaxa-te...
    sabes bem que não tens nada que temer a essa prova...
    e que não tens razões verdadeiras para que a colega te perturbe tanto...

    Talvez não és Aline?

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