Nada mais requintado que copos de vidro coloridos cheios de frutas deliciosas ao longo de seu perímetro.
Na verdade, o que eu estava assistindo exatamente à meia-noite era um vídeo de maquiagem, e me dei conta de que preciso comprar um rímel, um delineador líquido e uma sombra novos o mais rápido possível. A lentilha fui eu que fiz, tava uma delícia, o Dani também comeu antes de sair. Como a minha housemate e colega de viagem de Londres tinha comprado bebidas com ele, descartei a possibilidade de ir junto – não é por não valorizar reuniões de fim de ano que precisava terminar o último dia de dezembro em tão má companhia.
Os chocolates que parecem negrinhos são trufas, seriam negrinhos sofisticados do Pingo Doce, mas não melhores que o clássico dos aniversários brasileiros. E uma coisa boa que vou guardar dos dois fins de ano passados em Coimbra é o fato de os vizinhos não conhecerem ou não apreciarem o lançamento de rojões fuleiros ou foguetes peido-de-velha desde as seis da tarde e para além da madrugada. Acho digno.
Feliz Ano Novo.
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