
Comprei incensos de chocolate, são bons. Meu estoque atual se estende a morango, canela e hortelã (esse não é tão bom quanto esperava que fosse). Acendo um antes de dormir, porque a mãe não gosta muito, diz que lhe dá dor de cabeça.
Hoje fizemos uma torta de presunto e queijo que achei na Recepédia uns dias atrás, muito prática e deliciosa. É claro que a mãe se encarregou da parte mais detalhada, que foi preparar a massa, mas isso é normal. Mesmo quando uma panela está sob meu controle, é só eu ir ao banheiro que já escuto alguém erguendo a tampa e dando uma mexida com a colher. Já a Thalyta não anda muito afeita à prestatividade, um pouco devido à fase aborrescente somada à pressão baixa em dias quentes. Se caminha reclama, se fica em casa pergunta onde vamos, se vamos a algum lugar é preciso detalhar o propósito da ida. Tentei lhe ensinar a descascar e cortar uma cebola, mas na receita de hoje a mãe já tomou a faca quando viu que o Molico tava se esvaindo em lágrimas e a coisa ia demorar.
A Thalyta saiu igualzita à mãe, nos cabelos lisos, na impaciência pra aprender/ensinar, no consumismo exagerado e/ou exigente, na relutância em andar a pé. Eu saí igualzita ao pai, na crespidão dos cabelos, na calma exterior, no jeito de fazer o chimarrão, no gosto por longas caminhadas. Mas sempre há aqueles traços que deixam o parentesco explícito, principalmente os físicos, como a morenice, o formato do rosto, do nariz, das sobrancelhas. Quando as apresento a algum colega, começo a dizer o "essa é minha mãe Rosane" e, após o "essa é a Thalyta", sempre interrompem minha introdução com algo tipo "nem precisa dizer, tá na cara que vocês são irmãs".
Pois pelo que dizes, parece ser que só se assemelham nesses rasgos. ¿Que seria de Aline sem seus longas caminhadas?
ResponderExcluirTalvez sempre haja rasgos a serem descobertos/desenvolvidos.
ResponderExcluirMinhas caminhadas têm estado bem reduzidas devido ao sol forte das tardes coimbrãs.