terça-feira, 9 de agosto de 2011

E o(s) bambu(s)(zinhos)?






Fiquei viajando no colar de bambuzinhos. Será que ainda tem algum vestígio de impressões? O que presenciou atado àquele pescoço? Quem o fez? O que a equipe do CSI-Miami teria a dizer sobre esse objeto após uma minuciosa análise em seus equipamentos precisos e avançados? O que os bambuzinhos estão achando da casa de papel rosa onde ficam guardados? E os bambuzinhos soltos, reclamariam do plástico amassado onde se encontram? Estariam os bambuzinhos com seus cilindros inflados de bambucentrismo devido ao seu incontestável valor sentimental?


Será que vocês têm alguma coisa assim também? Uma coisa que concentra o calor de uma pessoa, de lembranças...


Vai aí mais uma imagem para os seletos leitores. A base verde foi escolhida, a forma não. Pode-se pensar de duas maneiras, uma delas é física pura, atestando que as pequenas peças levam o fio para baixo e o encaixe de metal se curva porque o náilon é maleável demais. A outra é muito menos empírica, assentando-se na bestice danada desses bambuzinhos. Onde já se viu se acomodarem desse jeito? Só pra boba aqui enxergar mais lirismo em tudo isso?




2011, gurias, Rodrigo - ...E eu aqui, em Portugal, fotografando os meus bambuzinhos.













Um comentário:

  1. Chegou-me ao alma este pós. Costumam passar-me coisas assim, de me ficar pensando na história oculta que há por trás das coisas mais simples, com que nos cruzamos em algum momento.
    Como chegou aí, perdido, abandonado, arrojado com raiva?
    Mil perguntas pode um se fazer, que nunca terão mais resposta que as que dite nossa imaginacion..

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